Ler

Bem vindo querido leitor ou leitora ao cantinho de ler!
Esta é a página para um convite: escolha um cantinho, um puff ou um cadeirão para se sentar e ler. Aqui publicarei contos meus. De outras paragens. Momentos literários de que gosto particularmente, sem precisar explicar o porquê. Sem datas porque os sinto intemporais.


Sou sal e pimenta, cravo e canela, flor de cheiro e sabor a mar. Papoila açoitada pelo vento que não vergo na primeira tempestade. Nem na seguinte. Formigueiro na ponta dos dedos se não escrevo durante muito tempo. Preciso. Gosto. De cabelo preto ou ruivo, mas nunca louro, de olhos pretos ou azuis, mas evitando os verdes, de ganga vestida ou nem por isso. Essa sou eu.



TwitEntrevista Alive
a temporada completa
que levei a cabo no TWITTER em 2009
e reproduzida de seguida no site

TwitEntrevista Alive é um formato que inventei de entrevistas para e no Twitter a pessoas twitteiras que eu considerei interessantes. Fiz apenas uma temporada, porque sou escritora, não jornalista!, porque foi giro fazê-lo, mas não seria tão giro continuá-lo. 
As regras eram simples: Em 140 caracteres PERGUNTA em 140 caracteres RESPOSTA. Sempre com a hashtag #TwEnt





TwitEntrevista Alive #7
Em 140 caracteres PERGUNTA em 140 caracteres RESPOSTA.
Sempre com a hashtag #TwEnt TwitEntrevista Alive – Volta esta semana com novo convidado especial: @rumoantarctica









PARA VOTAR BASTA CLICAR http://www.rumoantarctica.com/





O que é o projecto Rumo Antarctica ?


Pingu Band Live no Metro


... e no eléctrico 28


A seguir sempre pela hashtag #TwEnt ou pelo site twitterportugal.com – que se tem mostrado mais fiável ao volume de tráfego à hora que decorrem as TwitEntrevistas. Link http://twitterportugal.com/topico/TwEnt


TwitEntrevista Alive #7 @rumoantarctica a 16 Setembro - Timeline Twitter
annamartins: Já sabem quem é o meu convidado surpresa? Hum? Não…!? Está friooo…! #TwitEntrevista Alive volta hoje às 16:30h #TwEnt


rumoantarctica: Frio ? onde…? Eu querooooooooooo! RT @annamartins Já sabem quem é o meu convidado surpresa? Hum? Não…!? Está friooo…! #TwEnt

annamartins: Ainda não sabem quem é o meu convidado surpresa? Hum? Não…!? Está friooo…! #TwitEntrevista Alive volta hoje às 16:30h #TwEnt

rumoantarctica: @annamartins !! Mais logo a #TwEnt + friaaa do ano

annamartins: RT Ohhh pá! estragaste a surpresa, és mesmo, mesmo… MESMOOOO… UM BOCA DE PINGUIM!! RT @rumoantarctica: @annamartins !! Mais logo a #TwEnt + friaaaaaa do ano

annamartins: Requisito para assistir à #TwEnt + friaaa do ano hoje às 16:30h? VOTAR em http://www.rumoantarctica.com/

annamartins: A começar em breve a #TwEnt com o Pinguim Luís Monteiro @rumoantarctica

annamartins: #TwEnt com Luís Monteiro «Sou um sonhador que quer ir à Antarctica e preciso do teu voto! http://www.rumoantarctica.com/ Vota em mim!»

annamartins: AHH POIS! Não começa a #TwEnt com o Pinguim Luís Monteiro @rumoantarctica. Vai votar primeiro: www.rumoantarctica.com 

annamartins: Falta aquele senhor de bigode lá ao fundo ir votar www.rumoantarctica.com a #TwEnt com o Pinguim Luís Monteiro @rumoantarctica agradecia…

annamartins: Outra concorrente está a ganhar terreno ao nosso Pinguim. Eu sei de fonte (non)fidedigna que foi comprar par de barbatanas amarelas

annamartins: O nosso Pinguim @rumoantarctica e eu sei de fonte (non)fidedigna não vendeu as barbatanas amarelas à senhora americana #TwEnt

annamartins: RT Era uma boa ideia @SimaoC: @annamartins: Acho que o Pinguim devia ir ao “Gato Fedorento” para ser esmiuçado… #TwEnt

annamartins: #TwEnt Notícia Ultima Hora – O Pinguim Luís Monteiro @rumoantarctica lamentavelmente não vai poder estar presente a esta hora.

annamartins: #TwEnt O Pinguim Luís Monteiro @rumoantarctica será entrevistado em hora a anunciar (Agora sim fonte fidedigna) O Luís e eu pedimos desculpa

annamartins: O Formato #TwEntrevista Alive hoje com @rumoantarctica estreou-se com esta falha. O directo pregou-nos partida. As minhas desculpas #TwEnt

joebest66 disse: @annamartins No melhor dos tecidos orientais cai uma manchinha… felizmente que são tecidos nobres de fadas que sobrevoam bosques encantados 

annamartins: @joebest66 ) Foi um motivo de força maior, nada a fazer. E sabes que sou menina de dar a cara pelos erros e dar a volta pelo lado positivo!

joebest66 disse: @annamartins Advogo!

annamartins: @joebest66 E tu? Já votaste no Luís? ReTwittaste o site? Bora lá que a sra das barbatanas tá no encalce! TOCA A VOTAR! http://www.rumoantarctica.com/

rumoantarctica: @annamrtins e #TwEnt As minhas sinceras desculpas pelo atraso, mas fui impedido por uma foca leopardo que me queria como pequeno almoço!

annamartins: #TwEnt @rumoantarctica Certo, certo… .oO(eu a a fazer de conta que acredito) e diz-me: a hummm *foca*… era pestanuda???

rumoantarctica: #TwEnt @annamartins A foca tinha óculos e normalmente trato-a por chefe!! 

annamartins: #TwEnt @rumoantarctica Uiii! Leopardo mesmo! Luís, voltaste, estás *aperdoado*, presumo que da parte de nossos leitores também! 

rumoantarctica: @annamartins #TwEnt normalmente não me atraso a compromissos, e como paga prometo ser breve a responder:)

annamartins: @rumoantarctica Luís, desculpa-me que te pergunte, mas gostas assim tanto de pastéis de nata? Sabes que os da Antarctica são… gelados? 

rumoantarctica: @annamartins #TwEnt Eu adoro pastéis de nata…!!!Mesmo! Gelado de pastel de nata também é capaz de ser bom… olha aí está uma boa ideia 

rumoantarctica: @annamartins #TwEnt Franchising de pastéis de nata congelados ? Estou nisso!

annamartins: #TwEnt @rumoantarctica Ó rapaz, mas tu queres ir à Antarctica comer gelado de Nata? Não sabes que o melhor é o da Conchanata aqui em Lisboa?

rumoantarctica: @annamartins #TwEnt Não é essa a minha prioridade, mas caso se proporcione, aposto que dava umas imagens impecáveis de certeza 

annamartins: #TwEnt @rumoantarctica Então, explica-me, porque te vestes como Carnaval e queres ir comer pastéis de nata para tão longe…? 

rumoantarctica: @annamartins #TwEnt Não gosto lá muito do Carnaval sabes, mas vestir-me de pinguim tem sido uma óptima forma de divulgar o meu maior sonho…

annamartins: #TwEnt @rumoantarctica Por isso o tens feito. Mas se estás à frente, porque raio é tão importante continuarmos a votar até ao último momento!??

rumoantarctica: @annamartins #TwEnt que é ir até à Antárctica… e meter os pés no continente mais inacessível, inóspito, gelado e austral do mundo…

@rumoantarctica Mas ao ver o teu vídeo percebemos a fascinação. Agora fico curiosa é se vais vestido de Pinguim com barbatanas amarelas 

rumoantarctica: @annamartins #TwEnt Há 14 dias para o final do concurso que me pode concretizar o sonho, e tenho adversários de peso que estão a subir muito.

rumoantarctica: @annamartins #TwEnt Os adversários têm ganho votos a uma velocidade incrível, e não os posso deixar aproximar… estou na luta até ao fim!

annamartins: #TwEnt @rumoantarctica Então para termos um Português na Antarctida a comer Pastéis que partem de Belém, qual conquistador, que podemos fazer mais?

rumoantarctica: @annamartins #TwEnt Neste momento posso afirmar que sou capaz de quase tudo! eheh! inclusive isso! Passaram 2 meses, não quero perder no fim:)

rumoantarctica: @annamartins #TwEnt O importante é votar!!, mas sem dúvida que passar a palavra e divulgar este sonho é também importantíssimo.

rumoantarctica: @annamartins #TwEnt cada voto é um registo, um e-mail. Isto significa que quantas mais pessoas souberem, mais emails, mais votos!

rumoantarctica: @annamartins #TwEnt mãe, pai, irmão, irmã, namorado, amante ?ehehe Todos têm email, todos podem apoiar esta aventura!

rumoantarctica: @annamartins #TwEnt Claro está que uma componente forte passa pela divulgação em blogs, sites, redes sociais, e como normal, no Twitter!

rumoantarctica: @annamartins #TwEnt Depois de votar e divulgar, podem sempre divertir-se com os vídeos malucos deste projecto:) Foram feitos para vocês!

annamartins: @rumoantarctica Luís, animo!! Os Pinguins não morrem na praia, nem os mais pinguços! Mas se já votámos, como ainda podemos fazer…!? Divulgar mais? Como?

rumoantarctica: @annamartins #TwEnt Sempre com muito ânimo!! Não se desiste, e não vão ser Americanos com milhares de followers que nos vão assustar! ehehe

annamartins: #TwEnt @rumoantarctica Então, palavra de ordem: DIVULGAR, VOTAR, VOTAR, VOTAR!!! É isso? E vais ser… esmiuçado?

annamartins: #TwEnt @rumoantarctica Telefonou-me agora o Ramiro Guinote que está em Madrid (a divulgar-te) para eu te dar um abraço. Fantástico!

rumoantarctica: @annamartins #TwEnt Isso é fantástico!!! Obrigado Ramiro! Grande abraço para Madrid!! Sim claro, a palavra de ordem é VOTAR e também divulgar! 

ArturAnjos disse: @annamartins ok, tou a ler agora. Fantástico. O Luís até já deve ter os pés gelados @annamartins Eu já votei nele há que tempos. Devo ter sido dos primeiros. FORÇA @rumoantarctica ! Viajar, viajar sempre! 

annamartins em resposta a @ArturAnjos: O moço foi raptado por uma foca, *vulgo boss*, já está a decorrer a #TwEnt Thanks

annamartins: #TwEnt @rumoantarctica Mas Luís, cada um de nós tem mais de uma conta email: gmail, hotmail, sapo, por aí… pode-se votar em todas elas, certo? VOTAR, VOTAR, VOTAR! 

rumoantarctica: @annamartins #TwEnt Esta aventura tem sido uma loucura muito saudável Não me importo nada de ser esmiuçado! Alguém tem contacto dos Gato Fedorento? eheh 

rumoantarctica: @annamartins #TwEnt Eu há 2 meses não sabia o que era dar uma entrevista…aliás, acho continuo sem saber, mas divirto-me! 

annamartins: #TwEnt @rumoantarctica Deixa lá, eu também não sei o que é entrevistar, só TwitEntrevistar e divirto-me imenso! Já votaste em ti, Luís?

rumoantarctica: @annamartins #TwEnt Votei em mim, sim senhor, uma vez, do meu email pessoal!! Um candidato pode sempre votar nele, não? eheh

annamartins: #TwEnt @rumoantarctica Nestes 2 meses diz-me, que come um pinguim? Tem sido sushi ao pequeno-almoço, almoço, lanche, jantar e ceia?

rumoantarctica: @annamartins #TwEnt Emagreci praticamente uns 8 quilos nos últimos 2 meses!! Descobri uma nova dieta! 

rumoantarctica: @annamartins #TwEnt É simples!Para emagrecer comam e durmam mal e vibrem com um sonho da maneira como eu estou a vibrar! 

annamartins: #TwEnt @rumoantarctica .oO(Mas só não nos contes o que tens dentro do teu fato de pinguim, nós não queremos saber) Então… tu vibras!?

rumoantarctica: @annamartins #TwEnt Dentro do fato não vou poder comentar o que há! Temos mini-twitters a ler e são 19:30! ehehe 

annamartins: #TwEnt @rumoantarctica Ainda assim… descer as escadas do Metro de barbatanas amarelas, que diabos!, não deve ser fácil. Proponho um voto!

rumoantarctica: @annamartins #TwEnt E vestido de pinguim na praia ? Com um calor abrasador!!! Mil vezes descer as escadas do metro em barbatanas! Ahahah

rumoantarctica: @annamartins #TwEnt Olha, acabaram de me confirmar que na sexta vou de novo ao 5 para a meia noite na RTP2! Vai ser brutal vão ver!!

annamartins: #TwEnt @rumoantarctica Luís, sendo outros concorrentes de países de peso como EUA, conseguiremos de Portugal navegar porque… é preciso?

rumoantarctica: @annamartins #TwEnt Eu gostava mas não creio que com o número de votos que tenho ainda não deve dar para primeiro-ministro!

rumoantarctica: @annamartins #TwEnt Porque há um simples consultor informático natural de Vila Real a desafiar todas as probabilidades neste concurso 

annamartins: #TwEnt @rumoantarctica Sabes, Luís, o meu aniversário é para a semana, como posso no Facebook doar meus presentes para beneficiar a tua causa?

rumoantarctica: @annamartins #TwEnt Eu conto com a união e força dos portugueses juntos! Só assim conseguirei ganhar Parece uma linha política esta! ehehe

rumoantarctica: @annamartins #TwEnt desculpa, mas o meu aniversário é que é para a semana!! 

annamartins: #TwEnt @rumoantarctica o TEU aniversário? não o MEU aniversário!!! a 21 e o teu?

rumoantarctica: @annamartins #TwEnt os presentes que quero são votos,e quanto maior a causa, mais votos obtemos!! http://apps.facebook.com/causes/307091

rumoantarctica: @annamartins #TwEnt O meu aniversário é a 23 da próxima semana 

rumoantarctica: @annamartins #TwEnt Se repararem na votação, agora que os Americanos acordam… a votação da Americana cresce! Isto vai ser uma grande luta:)

rumoantarctica: @annamartins #TwEnt Passem no meu blog, www.rumoantarctica.com, divirtam-se com as maluqueiras e votem! Só assim vai dar:) Estou na luta!

rumoantarctica: @annamartins #TwEnt E parece-me que estamos a chegar ao fim da entrevista Tenho de ir lavar roupa ainda! hehe! Mesmo à tuga!

annamartins: #TwEnt @rumoantarctica Muito obrigada pela tua boa disposição e que ganhe o ‘sinhor de maiores pés amarelos!! http://www.rumoantarctica.com/

rumoantarctica: #TwEnt Muito obrigado @annamartins !!! Foi muito divertida esta conversa em twit agora, votos e mais votos em www.rumoantarctica.com!

JoanaRSSousa disse: @annamartins disseste… SINHOR? #TwEnt

Adamastorlx disse: pam pam pam pam pam Sinhor RT @JoanaRSSousa: @annamartins disseste… SINHOR? #twent

RT Mas VOTEM #Tribuh http://www.rumoantarctica.com/ @Adamastorlx: pam pam pam Sinhor RT @JoanaRSSousa: @annamartins disseste… SINHOR?

annamartins: o *sinhor* @rumoantarctica vai à Antarctica? PAM PAM PAM – VOTAR http://www.rumoantarctica.com/ PAM PAM PAM – LER em http://anamartins.com/




TwitEntrevista Alive #6
Em 140 caracteres PERGUNTA em 140 caracteres RESPOSTA.
Sempre com a hashtag #TwEnt


TwitEntrevista Alive – Volta esta semana com novo convidado especial:

TwitEntrevista Alive com Alexandre Gamela
Jornalista / Blogger / Freelancer | Journalist
Timeline Twitter | dia 3 | às 20h



The Lake - Antony & The Johnsons


TwitEntrevista Alive #6 @alexgamela a 3 Setembro – Timeline Twitter


annamartins
#TwEnt @alexgamela Boa Noite Alex, sê bem-vindo!

alexgamela
#TwEnt @annamartins ora boas noites e obrigado (o meu microfone está ligado?) hehe

annamartins
#TwEnt «Bem-vindo» é uma imagem de marca @alexgamela a cada novo twitter que te segue. Muito simpático cumprimentares cada um à chegada

alexgamela
#TwEnt @annamartins bem nem a todos, confesso, mas especialmente quando são pessoas reais e interessadas em interagir recebo-as o melhor que posso.

alexgamela
#TwEnt @annamartins acho que é o mínimo que posso fazer, é reconhecer essas pessoas e saber quem elas são.

annamartins
#TwEnt @alexgamela No meu primeiro dia de Twitter recordo o fuss com o acidente de avião, a foto no rio Hudson e de só de falar de um jornalista: Tu.

annamartins
#TwEnt @alexgamela Foi, para mim, muito marcante tomar consciência até que ponto a Comunicação Social ficava na corrente. Não um lago, mas algo em movimento

alexgamela
#TwEnt @annamartins Estava eu sossegado para ir ver uns episódios de Family Guy quando vi isso na minha timeline.o resto foi automático…–>

alexgamela
#TwEnt @annamartins …e acabou por ser interessante ajudar a @rtpn a ter as primeiras imagens do avião. Em Guimarães, num congresso o CDaniel –>

alexgamela
#TwEnt @annamartins …com o @danielcatalao falaram disso como exemplo de mudança nos media. Eu estava na plateia mas fiquei caladinho

alexgamela
#TwEnt @annamartins …mas esses 15 minutos foram intensos, importantes para os media e ainda mais para mim, porque ajudou a mostrar-me.

alexgamela
#TwEnt @annamartins Mudou tudo, e viu-se nessa noite até que ponto. Foi um ponto de viragem:foi no rio Hudson que se viu bem a força da corrente

alexgamela
#TwEnt @annamartins Eu estou a trabalhar num modelo sobre isso mesmo mas fica para daqui a uns dias.

annamartins
#TwEnt Um Twitt! São só 140 caracteres por resposta, mas ó @alexgamela com um momento intenso desses, eu permito-te mais twitts

alexgamela
#TwEnt @annamartins Quem me conhece sabe que eu falo muito, o twitter ajuda-me a ser mais conciso mas 140 caracteres não chegam

annamartins
#TwEnt @alexgamela Uiii… o Twitter tem sido, até hoje, o meu melhor exercício de espírito ao poder de síntese. Consegue-se. É uma vitória!

annamartins
#TwEnt @alexgamela O Lago, o teu blog, vai fechar. A força da corrente abriu os diques do teu lago?

alexgamela
#twent @annamartins é uma mudança a sério, vou fazer um Mestrado em Jornalismo Online com um dos maiores especialistas do mundo, em Birmingham

annamartins
#TwEnt @alexgamela Mudar de casa… Novo rumo… Há novidades pelas bandas da Figueira, Alex?
annamartins
#TwEnt @alexgamela Parabéns (eu sei, minto muito mal a fazer de conta que não sabia)! Mas… longe da praia…? Pôr-do-Sol a meio da tarde?

alexgamela
#TwEnt @annamartins Eu sei que são sentidos na mesma Tem de ser, aqui não tenho trabalho e precisava de uma mudança e de mais formação.

annamartins
#TwEnt @alexgamela ‘ssoas* qualificadas como tu terem de sair do nosso país por não terem trabalho, desconcerta-me. Voltas?

alexgamela
#TwEnt @annamartins n sou o único, e falta-me experiência e algo mais. O que sei sobre novos media aprendi com o Lago e na net. Se volto? Depende.

SandraGaspar disse: A mim também ! RT @annamartins: #TwEnt @alexgamela *…qualificadas como tu terem de sair do nosso país por não terem trabalho, desconcerta-me.

annamartins
#TwEnt @alexgamela Como a classe médica: Qualquer dia teremos o Jornalismo Português pejado de periodistas castellanos!?

alexgamela
#twent @annamartins @SandraGaspar sair por estas razões é uma oportunidade, não um capricho ou desespero. É uma mais valia

SandraGaspar disse: Mais uma vez o twitter falha com a hashtag #TwEnt sigam @annamartins e @alexgamela para verem em directo!

SandraGaspar disse: RT @alexgamela: #twent @annamartins @SandraGaspar sair por estas razões é uma oportunidade, não um capricho ou desespero. É uma mais valia

alexgamela
#twent @annamartins não, espero que hajam bons e justamente pagos pelo trabalho que fazem. O jornalismo implica conhecer bem onde se anda.

alexgamela
#twent @SandraGaspar não, mas ajuda conhecer o meio onde se mexe, a língua os hábitos e os conhecimentos podem ser obstáculos a quem é de fora.

alexgamela
#twent @SandraGaspar especialmente em códigos sociais e culturais é preciso saber bem onde se está.m estamos todos a virar amaricanos lol

annamartins
#TwEnt @alexgamela O Mestrado deLuxe é de quanto tempo? Vais estar obviamente connosco. Figueira ou UK – eu só te conheço online

annamartins
#TwEnt @alexgamela Manda morada que te mando as chouriças… e as pevides, vá!

annamartins
Aos seguidores da #TwEnt podem seguir toda a conversação no Link http://twitterportugal.com/topico/TwEnt

alexgamela
#twent @annamartins Um ano, mas conto ficar mais uns tempo, daí o depende. Como tenho net, a minha presença será semelhante à que tenho agora

SandraGaspar disse: Isto significa que um bom jornalista só o é no seu país? RT @alexgamela: #twent @annamartins .. jornalismo implica conhecer bem onde se anda.

annamartins
#TwEnt @alexgamela Hummm… as caminhadas na praia fim de tarde, as Carlsberg com tremoços e pevides. Eu fiquei feliz de te saber dar este passo!

alexgamela
#twent @annamartins não fazia muito isso hehe, tenho um investimento e um crédito a 9 anos que não me chega. É difícil para mim correr um risco assim —>

alexgamela
#twent @annamartins –>já que não venho de uma família com possibilidades, mas tenho que o correr. As cervejas e as pevides ficam para depois.

annamartins
#TwEnt @alexgamela Mandas a address e recebes encomenda tuga de bacalhau, pevides, chouriças Quando partes? Já falta um quase nada…

alexgamela
#twent @annamartins vou daqui a 2 semanas, o dia exacto não digo para evitar surpresas se precisar acredita que peço, um crowd-source culinário

annamartins
#twent @alexgamela Vou abrir um precedente nas #TwitEntrevistas Alive. Uma vez que o meu convidado está de partida, largada mas não fugida… Questions, anyone?

alexgamela
#twent @annamartins prometo que não respondo a todas só a algumas e é se as houver

alexgamela
#twent @annamartins só mando a morada por DM hehe, mas isso não é nada mal pensado, não…

annamartins
#TwEnt @alexgamela Bom, se não mandas a morada por DM corres o sério risco da sustentabilidade da estadia ser negócio paralelo de chouriças!

annamartins
#TwEnt @alexgamela Falaste em financiamento. Vais trabalhar ou só estudar?

alexgamela
#TwEnt @annamartins como o empréstimo não chega vou ver se arranjo trabalho. Mas aceito patrocínios http://causes.com/AlexJournalismMA (desculpem o descaramento)

SandraGaspar disse: RT @alexgamela: #twent @annamartins como o empréstimo não chega vou ver se arranjo trabalho. Mas aceito patrocínios http://causes.com/AlexJournalismMA (desculpem o descaramento)

annamartins
#TwEnt @alexgamela Não me parece descaramento, sendo uma causa honesta se olharmos em redor o que por aí anda a perguntar quem quer casar com a carochinha…

annamartins
#TwEnt @alexgamela O que esperas com mais sofreguidão do Mestrado?

alexgamela
#twent @annamartins Mais conhecimentos, validação profissional, novas perspectivas, novas mentalidades, oportunidades e ver um jogo da Premiere League

annamartins
#TwEnt @alexgamela O que queres como jornalista?

vanessaquiterio disse: @annamartins: @alexgamela #Twent e como jornalista? Deu-te o estofo para seres o que és hoje, claramente #TwEnt

vanessaquiterio disse: @annamartins: como avalias estes + – dez anos como freelancer? #TwEnt @alexgamela

vanessaquiterio disse: #twent @alexgamela como colega e amiga, desejo-te a maior sorte do mundo “lá longe ”

alexgamela
#twent @annamartins como jornalista quero contribuir p a construção da consciência social,uma sociedade bem informada faz melhores

annamartins
@alexgamela #twent E arrisco para última pergunta, Alex: E como cidadão, o que gostarias de ver acontecer?

alexgamela
#Twent @annamartins Que os meus concidadãos agissem em conjunto para uma melhoria do nosso nível de vida em vez de só falarem mal de tudo.

annamartins
Alex para ti – So this is “THE LAKE” – (poema de Edgar Allan Poe) Muito Obrigada #TwEnt @alexgamela http://www.youtube.com/watch?v=JJVMnKKwe6A SORTE em Jornalismo diz-se como no Showbiz?

alexgamela
#Twent @annamartins obrigado eu

nidianobre: Acabei de ler @annamartins #TwEnt @alexgamela – boa sorte lá por terras de sua majestade! http://anamartins.com/
_________

* ‘ssoas – pessoas; expressão de culto inventada no Twitter por @JoanaRSSousa



TwitEntrevista Alive #5
Em 140 caracteres PERGUNTA em 140 caracteres RESPOSTA.
Sempre com a hashtag #TwEnt

TwitEntrevista Alive – Volta esta semana com novo convidado especial:


TwitEntrevista Alive com João Moreira de Sá, sua Eminência O Arcebispo da Cantuária

Timeline Twitter | dia 19 | às 22h (com direito a Parte II - Alvorada às 5h)
Humour, opinion and literature writer looking for places, projects, media to write on.



Lost Words - Tiguana Bibles


Por estarmos em plena Silly Season e encontrar-me de férias, não quis deixar de fazer a TwitEntrevista Alive, porém a publicação da mesma vai demorar só mais um bocadinho...
Obrigada. Vale a pena voltar para a ler :)



TwitEntrevista Alive #5 @arcebispo a 19 Agosto – Timeline Twitter


arcebispo: @annamartins bom dia Ana. Desculpa não ter dito nada ontem mas cheguei a casa tardíssimo. Hoje falamos a ver se me convences

O convite


foi feito por sms e respondido (pela primeira vez) em directo na timeline do Twitter.

Por ter acontecido de forma tão natural (como todos os outros convites anteriores), mas desta feita, a resposta e respectiva combinação ter sido pública, vou partilhá-la convosco.

sms: Tenho um desafio para ti: TwitEntrevista Madrugadora Pensa nisso, se aceitas. Diz-me quando.

annamartins: @arcebispo Convencer? Podemos começar agora. Parece-me bom argumento.

arcebispo: @annamartins O tema, Ana, qual tema? Eu não sou especialista em nada

annamartins: @arcebispo mais difícil está convencido: Pedro aceitou dar-me tempo em troca de fotografar nascer do sol. Queres mais irreverente que combinar tudo na timeline?

annamartins: Ora o tema seria o meu convidado especial @arcebispo Em 140 caracteres pergunta, 140 caracteres resposta.

arcebispo: @annamartins por mim na boa, só não estou a ver um tema que dê perguntas mas se as houver… DMa-me for details.

annamartins: (DM) A minha ideia é a malta ir acordando e dando conta que está a acontecer uma TwitEntrevista ao Arcebispo.

annamartins: (DM) Tema: o que escreves, porque escreves, o teu horário único, o teu estilo peculiar. Enfim dar-te a conhecer numa forma irreverente.

annamartins: (DM) Alinhas?

arcebispo: @annamartins por DM dizia combinar dia e hora.

annamartins: @arcebispo essa é única regra. 140 car pergunta 140 car resposta sempre com hashtag #TwEnt

arcebispo@annamartins preferia à noite, Ana, de manhã estou em modo “arcebispo” e formatado para posts, blogues, etc.

annamartins: @arcebispo por mim podia ser agora entre os nossos afazeres matutinos em ritmo natural. Vai uma torrada de pão alentejano?

arcebispo: @annamartins até às 10-11h ando entre textos e posts, não tenho grande tempo e cabeça para isso. Ou depois das 10h, amanhã, vê tu.

annamartins: @arcebispo bom, “noite” é uma noção algo lato vindo de ti. Diz-me a hora e qual o dia (hoje?) e temos #TwitEntrevista

arcebispo: @annamartins eu consigo deitar-me “tarde”. Mas não sei, que te parece, 22, 23? O que melhor servir “a audiência”

annamartins: @arcebispo 22-23h parece-me bem. Hoje? Estou mais preocupada em que o passaroco não nos falhe. Audiência há sempre em todos os horários

annamartins: @arcebispo Há muitas pessoas que vão ler pela hashtag ou depois no site.
arcebispo: @annamartins fica então hoje 22h até whenever.

annamartins: RT u’ve got a #TwEnt date ) @arcebispo: @annamartins fica então hoje 22h até whenever.

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TwitEntrevista Alive (parte I) Turno da noite #noctivagos
annamartins: #TwitEntrevista ao meu convidado especial @arcebispo a começar. Sempre com a #TwEnt – 140 car pergunta, 140 car resposta. Boa noite João

arcebispo: @annamartins: boa noit Judirte de Sousa #TwEnt

arcebispo: @annamartins: pimba, 1º twitt, 1º typo! #TwEnt

annamartins: #TwEnt @arcebispo Moi? Nem loira nem 1ª Dama de Sintra João, a minha primeira pergunta é: Porquê sua Eminência Arcebispo da Cantuária?

arcebispo: #TwEnt @annamartins: o Arcebispo nasceu de um sketch muito antigo de um programa de rádio do tio Herman, e faz a “ligação” ao humor inglês

annamartins: #TwEnt @arcebispo Apesar da tua faceta mais conhecida de humorista, és um escritor de mão cheia. Para quando um registo diferente?

arcebispo: #TwEnt @annamartins: está em processo de escrita um mais formal “romance” (odeio a designação), talvez depois de editar o Arcebispo em livro

jOrge_aLma disse: @annamartins: tenho pena de n ter seguido as anteriores ao vivo mas hoje nem o “Dexter” na @RTP2 mas faz perder esta #TwEnt

annamartins: [responde a @jOrge_aLma] Eu de férias e com placa de net emprestada a cair, só o senhor @arcebispo para interceder junto ao compadre e salvar-nos a #TwEnt

annamartins: #TwEnt @arcebispo És um escritor que produz muito e num horário que (alguns) acham estranho. Explicas esse apelo da noite, #madrugador?

annamartins: [responde a @NunoSarandes] @arcebispo Na cozinha não tinha rede decente. que chatice, vê lá tu… parece ser melhor local com rede aqui na quinta, a bela da rede brasileira
annamartins: [responde a @jOrge_aLma] já agora informo: há 3 formas de seguir a #TwitEntrevista Alive: ao vivo na timeline, pela #TwEnt ou site http://anamartins.com/

arcebispo: #TwEnt @annamartins: nem é da noite, é da madrugada. Explico: vida no campo mais horas de sossego (filharada a dormir, pai consegue pensar)

jOrge_aLma disse: @annamartins: thanks… estou a seguir esta #TwitEntrevista #TwEnt através do @TwitPortugal

annamartins: #TwEnt @arcebispo Eu compreendo Já agora, ensina-me como “pensas” durante as férias com a miudagem?

arcebispo: #TwEnt @annamartins: penso que nunca mais acabam não, dá para juntar tudo, escrita, blogues, praia, desde que tenha as manhãs para as ideias.

annamartins: #TwEnt Irreverente e peculiar, és o nosso @arcebispo querido, o primeiro a bondiar Portugal e arredores. Porquê um Avatar sem rosto que muitos conhecemos?

arcebispo: #TwEnt @annamartins: porque o Arcebispo acaba por ser um* personagem (*no masculino sim, desculpe Edite Estrela, mas é correcto)

annamartins: #TwEnt @arcebispo Tens mais personagens a brotar dentro de ti?

arcebispo: credo! Com o meu consentimento não! RT @annamartins:: #TwEnt @arcebispo Tens mais personagens a brotar dentro de ti?

annamartins: #TwEnt @arcebispo As personagens não são mais que produto de uma imaginação fértil que as transpõe para o local correcto – pôr por escrito. Concordas?

arcebispo: #TwEnt @annamartins Depende. O Arcebispo é uma “persona”, 1 “alter-ego”, que sou eu. Uma personagem é literária, ganha vida própria no papel.

annamartins: #TwEnt @arcebispo Diz-se que o uso desmedido do trocadilho é o parente pobre do Humor, porém o trocadilho é uma arte em ti. Como fazes?

arcebispo: #TwEnt @annamartins: diz-se se lhe chamarem trocadilho, se se chamar Aforismo já é “cool”. Se for em inglês então nem se fala.

jOrge_aLma disse: muito interessante a #TwitEntrevista #TwEnt com sua eminência o @arcebispo e a @annamartins

arcebispo: #TwEnt @annamartins o “como”, não sei, sai-me. Dá para forçar mas o normal é eles surgirem quando estou em estado arcebispal

annamartins: @arcebispo Certo. Jesus já estava ocupado.

annamartins: @arcebispo desculpas de mau-perdedor… os teus trocadilhos ou aforismos são arcebispadas do melhor! Andas com Moleskine? Apontas no telemóvel?
arcebispo: #TwEnt @annamartins telemóvel e MIQUELIUS, uma espécie de Moleskine mas barato, menos armado ao pingarelho e 100% tuga.

annamartins: @arcebispo Deixa-me perguntar-te: Quantos blogues mesmo, João…?
arcebispo: #TwEnt @annamartins Só meus 8, participo em 4 colectivos e coordeno o site PNEThumor

annamartins: #TwEnt @arcebispo E como consegues organizar que texto é melhor para cada Blog, que piada encaixa melhor com anterior ou abre caminho à seguinte?

arcebispo: #TwEnt @annamartins nem todos são de humor e os textos ou piadolas, “posto” ao sabor do instinto, não planeio para agradar.

PauloQuerido disse: @arcebispo Boa #twent http://twitterportugal.com/topico/TwEnt

annamartins: #TwEnt @arcebispo Quando há pouco disseste que ias pôr o Arcebispo em livro queres levantar o anel arcebispal (que por acaso usas no polegar)?

PauloQuerido disse: Está bem animada a #TwEnt com sua eminência o @arcebispo e a @annamartins, sigam aqui http://twitterportugal.com/topico/TwEnt

arcebispo: #TwEnt @annamartins só um bocadinho porque não gosto de falar do que ainda não existe mas tudo indica que iremos ter o Arcebispo em papel.

annamartins: #TwEnt @arcebispo Arcebispar de digital a papel mt bem! – queres fazer pausa para tarefas parentais que nos chamam ou terminamos?

gandratruck disse: tu, mereces RT @arcebispo: #TwEnt @annamartins… não gosto de falar do que ainda não existe mas tudo indica que iremos ter o Arcebispo em papel.

annamartins: #TwEnt @arcebispo Seria muito fácil continuar a TwitEntrevistar-te pela noite fora e nunca nos faltaria tema. És o “nosso”* personagem favorito.

jOrge_aLma disse: RT @annamartins: #TwEnt @arcebispo Seria muito fácil continuar a TwitEntrevistar-te pela noite fora e nunca nos faltaria tema. És o “nosso”* personagem favorito.

arcebispo: #TwEnt @annamartins deixa-me fazer como o @luispedronunes: “já volto” (mas sem ser disfarçado de @RitaJordan)

jOrge_aLma disse: LOL muito bom RT @arcebispo: #TwEnt @annamartins deixa-me fazer como o @luispedronunes: “já volto” (mas sem ser disfarçado de @RitaJordan)

annamartins: #TwEnt @arcebispo “como o @luispedronunes não, porque me cheira os ténis Sanjo anos ’80 mal disfarçado de @RitaJordan ”

kornfield1: #TwEnt Quero dar os meus parabéns a um grande companheiro de armas e escritor fantástico. Abraço caro Arcebispo

annamartins: #TwEnt @arcebispo Obrigada João, pela tua disponibilidade em horário dito nobre. Eu preferiria TwitEntrevistar-te na hora #madrugadores

arcebispo: #TwEnt @annamartins por mim, se quiseres amanhã de manhã entrevistas o próprio Arcebispo que está acordado a essas horas indecentes

annamartins: #TwEnt @arcebispo e agora pomos mira técnica depois da bandeira com hino nacional? Parece-me bem. Até mais logo! Arcebispemos em hora própria!

arcebispo: #TwEnt @annamartins combinado. pelas 5h, + coisa – coisa cá estarei

annamartins: #TwEnt @arcebispo ao sinal do teu bondiar retomamos. Venha a mira técnica a #TwitEntrevista Alive segue às 5 am + bom dia – até amanhã

jOrge_aLma disse: muitos parabéns @annamartins pela primeira parte (espero eu) desta #TwEnt com o inimitável @arcebispo . obrigado a ambos

annamartins: #TwitEntrevista Alive (parte II) a @arcebispo segue às 5 am + coisa – coisa #TwEnt #madrugadores

scorpio_mab disse: RT @annamartins: #TwitEntrevista Alive (parte II) a @arcebispo segue às 5 am + coisa – coisa #TwEnt #madrugadores

.

.oO (… e não é que às 4:45h am continuou mesmo a TwitEntrevista Alive…?)

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.oO (Lição: “Não TwitEntrevistarás enquanto estiveres de férias!!”)
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.oO (O meu convidado foi “bastante indisciplinado” na sua timeline durante a TwitEntrevista Alive ao twittar com todo o seu mundo, o que me “dificultou bastante” a tarefa/desafio de editar as 14 páginas no meu escasso tempo de veraneante mal disfarçada.)

.

TwitEntrevista Alive (parte II) O Alvorecer #madrugadores
.

e às 4:45h am voltei à timeline… “ Ó Joãoooooooooooo estás aí…?”

annamartins: CENAS CAPÍTULO ANTERIOR #TwEnt “@arcebispo deixa-me fazer como o @luispedronunes: “já volto” (mas sem ser disfarçado de @RitaJordan )”

annamartins: CENAS CAPITULO ANTERIOR #TwEnt “como o @luispedronunes não, porque me cheira os ténis Sanjo anos ’80 mal disfarçado de @RitaJordan ”

scorpio_mab disse: RT @annamartins: #TwitEntrevista Alive (parte II) a @arcebispo segue às 5 am + coisa – coisa #TwEnt #madrugadores

annamartins: CENAS CAPITULO ANTERIOR #TwEnt “ao sinal do teu bondiar retomamos. Venha a mira técnica ” Ó Joãoooooooooooo estás aí…? @arcebispo

arcebispo: @annamartins é que nem de propósito, acabadinho de chegar. Bom dia!

annamartins: #TwEnt Bondiei-te primeiro! @arcebispo Os galos desta quinta já fizeram a sua missão, agora oiço os mais distantes. Pronto para a Parte II?

arcebispo: @annamartins pronto para #TwEnt parte II – o alvorecer

arcebispo: @annamartins bom dia #madrugadores e #noctivagos, bom dia #madrugadorAs e #noctivagAs (hoje sim fui democrático)

annamartins: #TwEnt @arcebispo Gosto mais do nascer que do pôr-do-sol. João, não ficas com a sensação que pôr é de todos e o nascer é momento só nosso?

arcebispo: #TwEnt @annamartins gosto de como tem sido este Verão, pôr-do-sol na praia com os filhotes, nascer do sol a escrever. Perfeito.

scorpio_mab disse: vocês @arcebispo @annamartins chegaram agora a casa, certo

annamartins: #TwEnt @arcebispo Escrever pela hora #madrugadores fora é um prazer que não se coaduna com copos #noctivagos. É fácil esta escolha?

annamartins: [em resposta a] @scorpio_mab Meu caro, a sua resposta está inclusa na pergunta que acabei de fazer ao @arcebispo #TwEnt

arcebispo: #TwEnt @annamartins se for preciso coaduna mas é fácil sim, quando descobri que acordar sem dor de cabeça à hora a que me deitava era melhor.

arcebispo: [em resposta a] @scorpio_mab eu não saí da minha, juro

scorpio_mab disse: hehehe, seus #noctivagos @annamartins @arcebispo

annamartins: [em resposta a] @scorpio_mab Eu estou de férias numa quinta perdida no espaço e no tempo. Estou a #TwEnt numa rede brasileira, enrolada numa mantinha Não saí.

arcebispo: [em resposta a] @scorpio_mab foram 3 horinhas de sono bem boas, ficou a faltar uma, fica para a sesta

arcebispo: [em resposta a] @Sousenhorademim al night long? eh mulher valente! Bom dia amiga linda (por dentro e por fora

arcebispo: [em resposta a] plantador de coentros? ) RT @Che_HNVD Emprego de sonho: http://hojenaovaidar.blogspot.com/2009/08/emprego-de-sonho.html

annamartins: #TwEnt @arcebispo E descobriste-o ao trocares Alvalade pelo campo ou já depois da vossa condição de (bons) pais?

arcebispo: #TwEnt @annamartins Lisboa foi sempre um ponto de passagem de Inverno. A vida era em Sesimbra e a ida à lota era de madrugada

arcebispo: .oO (já é a 2ª vez que vou do computador à máquina do café e não levo a chávena… porque é que elas não falam?)

arcebispo: .oO (e acabei de escrever aquele twitt e fiz a mesma coisa)

arcebispo: #TwEnt @annamartins o factor “paizal” alinhou um bocado as noites mas sempre fiz as ressacas com 4-5 horas de sono, nunca cama dia inteiro.

annamartins: #TwEnt @arcebispo És então um #pexito #madrugadores PAIZAL assumido. Até passas a ferro LOL Já tinham dito que estás à frente no teu tempo?

arcebispo: #TwEnt @annamartins não estou nada, a ferro só sei passar lençóis e atoalhados se calhar andam é ainda alguns ainda muito atrás, é diferente.

annamartins: #TwEnt @arcebispo Certo. *Semântica-me* com essa que eu faço de conta que concordo. Do teu alpendre tens a mesma tonalidade vermelhusca do alvorecer?

arcebispo: [a bondiar (dar os bons-dias)] @pedroaniceto bom dia mestre Ceto

arcebispo: [a bondiar] @lpedromachado bom dia!

arcebispo: [em resposta a] @Che_HNVD Aqui continua a desgraça. Entre festivais e Algarve, está uma secura!

arcebispo: #TwEnt @annamartins Está a começar a clarear um alaranjado sobre a Arrábida.

arcebispo: [em resposta a] @xtnblue bom dia! mas em mau nada bate camisas. felizmente no uso

annamartins: #TwEnt @arcebispo Demoras tanto a responder que aqui também já está alaranjado. #TwEnt mais bondia-os durante as respostas olá @SimaoC

annamartins: #TwEnt @arcebispo Os galos aqui da quinta estão na 2ª volta. Engraçado, há um percurso entre eles, fácil de apanhar o padrão.

annamartins: [em resposta a] @SimaoC estou a TwitEntrevistar o @arcebispo Parte II começámos à noite, pausa e retomámos ao alvorecer. Giro. Como estás?

annamartins: #TwEnt @arcebispo Tens bicheza galinácea no alto da tua Arrábida?

arcebispo: #TwEnt @annamartins falta-me um bocadinho mais de terreno para galinhame. Fico-me pelos Porcos da Índia

arcebispo: [em resposta a] @Che_HNVD ok, eu estou em plena entrevista depois espreita a tag #TwEnt Também vou estar por casa hoje.

arcebispo: #TwEnt @annamartins mas tenho um gato que não é meu e um rato que às vezes vive atrás do frigorífico, come tudo da ração da Maria (cadela)

annamartins: #TwEnt @arcebispo Pets e kids andam de mão dada. Um dos teus, o Belogue, é um dos meus favoritos. És mais paizal que João?

arcebispo: #TwEnt @annamartins às vezes sou pior que eles, a minha filha diz que sou infantil e imaturo!

annamartins: #TwEnt @arcebispo Sim, eu li isso no Belogue. Mas esta geração vem aí muito certinha, com um toque de desalinhado contido. Onde fica o João?

arcebispo: #TwEnt @annamartins Boa pergunta. O João tenta subverter a ordem “natural” (?) das coisas, filhos incluídos.

arcebispo: [em resposta a] @Laeme buenos dias M. TwitEntrevista por la manãna, empezó ayer por la noche: #TwEnt

annamartins: #TwEnt @arcebispo O dia está a entrar em força pela penumbra do alvorecer e a dar cor à vida que nos rodeia. Bom Dia Eminência!!

arcebispo: #TwEnt @annamartins é esta mudança da penumbra para o azul que me fascina.

annamartins: #TwEnt @arcebispo A mim não é só o azul anilado. Fascina-me os lápis de cor que a penumbra usa quando por fim se deita

xtnblue disse: Fascina desde os primórdios da humanidade RT @arcebispo: #TwEnt @annamartins é esta mudança da penumbra para o azul que me fascina.

Laeme disse: @annamartins @arcebispo Voy a ver eso de la #TwEnt

annamartins: #TwEnt @arcebispo Não diria subverter. És um bom pai. Subverter por serem bons educadores? Não. Os valores hoje são-no. Estão apenas a repor.

arcebispo: #TwEnt @annamartins Subverter o socialmente correcto, deixá-los andar descalços, em tronco nu, mexer na terra, fazer brinquedos de madeira…

arcebispo: #TwEnt @annamartins no fundo fazer o que eu fiz na infância, que era natural e hoje é-lhes tudo apresentado como um perigo.

arcebispo: #TwEnt @annamartins e isto também se aplica aos adultos. Não viver por regras mas pela cabeça.

annamartins: @arcebispo É isso, João, a educação é o único legado que deixas a teus filhos – ficas-lhe debaixo da pele para o resto da vida. É, será a melhor arma de defesa que um pai pode passar.
arcebispo: #TwEnt @annamartins é o único mesmo, porque l€gado à antiga já era!

annamartins: #TwEnt @arcebispo Ou não fossemos os verdadeiros meninos bem educadinhos de Alvalade o @PedroLapeira acordou e bondia-te (é outro assim)

annamartins: #TwEnt @arcebispo l€gado? nunca foi importante. Importante é o simples! Ontem consegui mostrar ao @PedroLapeira onde nascem as melancias …

arcebispo: #TwEnt @annamartins um grande bom dia para o Pedro

arcebispo: #TwEnt @annamartins quando levámos um porco da índia para os colegas verem, nem um sabia o que era. o mais próximo foi “olha um coelho”

annamartins: #TwEnt @arcebispo E crianças que não sabem que as favas são para descascar e que não nascem congeladas no hiper…? Bom dia @ripnix

Laeme disse: @annamartins #TwEnt @arcebispo Me siento terriblemente “voyeuse” mientras leo la twitentrevista. Hagan como que si yo no estuviera

annamartins: #TwEnt @arcebispo João, foi um prazer TwitEntrevistar-te Alive, versão #noctivagos e #madrugadores. Nossos horários “estranhos” coadunaram-se.

arcebispo: #TwEnt @annamartins nem de propósito, hoje que é meu dia de crónica, uma memória da juventude: http://www.pnetcronicas.pt/cronica.asp?id=2596

annamartins: #TwEnt @arcebispo já vou ler a tua crónica http://www.pnetcronicas.pt/cronica.asp?id=2596, com as torradas de pão alentejano. Muito obrigada pela dupla disponibilidade.

SimaoC disse: @annamartins olá Ana! Isso é que é uma #TwEnt que dura!

arcebispo: @annamartins não vás para Sesimbra que está com bandeira vermelha hoje por causa de fuga esgoto ontem. Recomenda-se Portinho

annamartins: @arcebispo Eu sei, li ontem o @Buxa. #pexito. @vanessaquiterio sabes?
NunoSarandes disse: @arcebispo Bom dia! Como está a correr a #TwEnt? @annamartins

arcebispo: #TwEnt @annamartins é suposto eu dizer que o prazer foi meu mas se foi dos dois tanto melhor e parabéns pela iniciativa, venham mais.

annamartins: #TwEnt a @arcebispo não podia terminar sem trocadilho, desculpe, aforismo! Uiii se for em Inglês! Beijo (e até já na praia com filharada)






TwitEntrevista Alive #4
Em 140 caracteres PERGUNTA em 140 caracteres RESPOSTA.
Sempre com a hashtag #TwEnt


TwitEntrevista Alive – Volta esta semana com novo convidado especial:



TwitEntrevista Alive com José Couto Nogueira



Timeline Twitter | dia 11 | às 15h

@josecnogueira

Escritor, Jornalista, Blogger,

Professor de Escrita Criativa

José Couto Nogueira foi meu professor no seu curso de Escrita Criativa, um querido amigo e é o único responsável por eu ter entrado no Twitter – o ter ficado já foi por conta própria.

TwitEntrevista Alive #4 @josecnogueira a 11 Agosto – Timeline Twitter

josecnogueira: #TwEnt @annamartins estou aqui

annamartins: #TwEnt @josecnogueira Boa Tarde Zé, querido Mestre. Obrigada por teres vindo a meu encontro. Conta-nos como tem sido tua experiência no i.

josecnogueira: #TwEnt @annamartins Tem sido muito satisfatória. Acho o jornal muito bonito, é quase como uma revista diária

josecnogueira: #TwEnt @annamartins Isso do Mestre… Só se for na boa vida, mas não me lembro de te ter ensinado nada

annamartins: #TwEnt @josecnogueira Conta aos leitores Twitter o que escreves especificamente no jornal i ?

josecnogueira: #TwEnt @annamartins Faço uma página de tv todos os dias e uma coluna sobre ética aos sábados, a “Coluna Vertical”

josecnogueira: #TwEnt @annamartins E ultimamente tenho feito algumas peças avulsas, dois quiz e comentários a certas coisas

annamartins: #TwEnt @josecnogueira Mestre? Não da malandragem, de Escrita mesmo! És um excelente professor, mesmo fora de aulas! Descreves o curso?

josecnogueira: #TwEnt @annamartins É um curso para convencer as pessoas de que podem escrever, desde que saibam português. Motivá-las.

josecnogueira: #TwEnt @annamartins Para ti, por exemplo, não serviu de nada, uma vez que já tinhas os requisitos e estavas motivada.

josecnogueira: #TwEnt @josecnogueira O Zé, caros leitores, é um charmoso que dá uma gargalhada na sua máxima plenitude, ri com o corpo todo. Viver é como?

josecnogueira: #TwEnt @annamartins Se me continuas a atirar flores acaba a entrevista… Viver é óptimo — é a única consciência que temos, não é verdade?

josecnogueira: #TwEnt @annamartins Um dia descobrimos que estamos vivos, depois aprendemos a viver, e um dia já não estamos vivos — e nem sabemos.

josecnogueira: #TwEnt @annamartins Quero dizer, não se sabe que se morreu, não é verdade?

josecnogueira: #TwEnt @annamartins Um ideia pirante, mas completamente filosófica, já que não tem nenhuma aplicação prática.

annamartins: #TwEnt @josecnogueira Ao volante de um Taxi em NY é coisa para escrever um livro. Em 140 batidas qual o sumo dessa experiência na tua vida?

josecnogueira: #TwEnt @annamartins Para Nova York não é preciso 140 toques: NYC é o melhor sítio do mundo.

annamartins: #TwEnt @josecnogueira És um batoteiro de primeira apanha! São apenas 140 caracteres para cada resposta!

josecnogueira: #TwEnt @annamartins A explicação é mais longa: não é porque seja paradisíaco, ou só tenha gente boa. É precisamente pelo contrário.

josecnogueira: #TwEnt @annamartins Tem de tudo, seja o que for. À distância de um olhar — ou de um braço

annamartins: #TwEnt @josecnogueira O meu poder de síntese também é terrivelmente posto à prova a cada pergunta. Tenta responder só com um tweet, por favor

josecnogueira: #TwEnt @annamartins Paris também podia ser assim, mas tem os parisienses a estragar tudo.

josecnogueira: #TwEnt @annamartins E Londres também podia, mas faltam-lhe centros. Aliás, tem centros demais, em todos os bairros, que nunca se tocam

annamartins: #TwEnt @josecnogueira Mesmo para um romântico incurável como tu? É o sotaque que atrapalha os parisienses? A teu ver o que lhes falta?

josecnogueira: #TwEnt @annamartins O Chauvin era parisiense. São de uma arrogância incontrolável

annamartins: #TwEnt @josecnogueira Nessa linha de pensamento, o “Pesquisa Sentimental” teria de ser em Lisboa?

josecnogueira: #TwEnt @annamartins Teria de ser em Portugal, definitivamente

josecnogueira: #TwEnt @annamartins Os sentimentos são os mesmos no mundo inteiro, mas exprimem-se de maneiras diferentes conforme as culturas

josecnogueira: #TwEnt @annamartins E também os temperamentos individuais, claro. É 50% cultura, 50% feitio.

josecnogueira: #TwEnt @annamartins O tipo de problemas sentimentais da Pesquisa e o modo de os resolver, só por cá!

annamartins: #TwEnt @josecnogueira Consegues escolher entre os teus livros “Taxi”, “Vista da Praia” e “Pesquisa Sentimental” o *tal*?

josecnogueira: #TwEnt @annamartins Bem, o último é sempre o melhor, é o que qualquer escritor acha!

josecnogueira: #TwEnt @annamartins Há um aperfeiçoamento de livro para livro, ou então não vale a pena escrever mais

annamartins: #TwEnt @josecnogueira Confesso a minha preferência pelo “O Vista da Praia” – época muito carismática e a tua visão… perfeita (sem flores)!

annamartins: #TwEnt @josecnogueira Como tem sido a reacção do público masculino à personagem Alex do “Pesquisa Sentimental”?

josecnogueira: #TwEnt @annamartins Francamente, não sei. Quer dizer, falei com alguns amigos e poucos desconhecidos, não dá para avaliar

annamartins: #TwEnt @josecnogueira Será porque de uma forma muito Lusa *um homem não chora*, logo os teus leitores não vão jamais comentar contigo?

josecnogueira: #TwEnt @annamartins É muito difícil avaliar a reacção do público a um livro, porque só sabemos dos conhecidos e de quem gosta

josecnogueira: #TwEnt @annamartins Acho que qualquer autor tem a sensação que o seu livro está a ser um sucesso, pelo agito em volta

annamartins: #TwEnt @josecnogueira Um livro, hoje (saindo das mãos do escritor), é tratado como uma mera peça de marketing. Sentes-te um *não-alinhado*?

josecnogueira: #TwEnt @annamartins Pois, isso tem pano para mangas. O marketing é irritante, mas é absolutamente necessário.

josecnogueira: #TwEnt @annamartins Se um livro não tiver marketing não existe, mesmo que seja a maior obra-prima de todos os tempos

josecnogueira: #TwEnt @annamartins Por outro lado há livros que são deploráveis e que vendem bem no engano do marketing

josecnogueira: #TwEnt @annamartins Claro que o tempo é que mostra quais são os bons livros, os que perduram, mesmo que não tenham feito sucesso na altura

annamartins: #TwEnt @josecnogueira Qual a vertente profissional que escolherias Escritor ou Jornalista ou são a simbiose perfeita em ti?

josecnogueira: #TwEnt @annamartins Não, não são nada simbióticas. Geralmente os jornalistas não dão bons escritores

josecnogueira: #TwEnt @annamartins Acho que há um lado factual no jornalista (o quê, quando, como, com quem) que vicia e estraga a poesia na ficção

josecnogueira: #TwEnt @annamartins Eu preferia que me considerassem um escritor, mas creio que sou mais um jornalista

josecnogueira: #TwEnt @annamartins E tudo, como é que te vês?

annamartins: #TwEnt @josecnogueira Eu, como assim..?

annamartins: #TwEnt @josecnogueira O Álvaro de Campos via-me: “Que sei eu do que serei, eu que não sei o que sou? Ser o que penso? Mas penso tanta coisa! E há tantos que pensam ser a mesma coisa que não pode haver tantos!” in Tabacaria

josecnogueira: #TwEnt @annamartins Deixa-te de filosofias e diz-me lá terra a terra, vá!

annamartins: #TwEnt @josecnogueira Ora! Eu sou terra a terra! Mas meu caro Mestre eu nem jornalista sou, nem pretensão. Escrever sim, é grande paixão

josecnogueira: #TwEnt @annamartins E tens escrito muito, ultimamente?

annamartins: @josecnogueira Mas tu subvertes todas as regras da #TwEnt !!! Agora perguntas tu, é…? E eu respondo!? Humm, escrevo sempre, Zé e muito.

annamartins: #TwEnt @josecnogueira Há sempre outros projectos paralelos à paixão da escrita. Acordei no séc.XXI abri um Blog que hoje mesmo passa a Site.

annamartins: #TwEnt @josecnogueira E tu querido Zé, depois do sucesso do “Pesquisa Sentimental” já está pensado/escrito o teu próximo romance?

josecnogueira: #TwEnt @annamartins Mas um blogue só é um projecto a sério se tiver um objectivo e for actualizado amiúde

annamartins: #TwEnt @josecnogueira .oO (A baleia vai boicotar esta #TwitEntrevista) Oo.

annamartins: #TwEnt @josecnogueira Tem um propósito. Agora que passa a Site o www.anamartins.com tem uma razão de ser: O espaço da escritora Ana Martins.

annamartins: #TwEnt @josecnogueira Mas deixa-me perguntar (se a malandra da baleia nos deixar prosseguir) sobre o teu Blog com mais carisma: o PERPLEXO

josecnogueira: #TwEnt @annamartins É um blogue que eu fiz para descarregar as frustrações que a situação me coloca

annamartins: #TwEnt @josecnogueira .oO (Os directos têm destes imprevistos e o Twitter em vez da mira-técnica tem uma baleia) Oo.

josecnogueira: #TwEnt @annamartins Mas a certa altura passei da perplexidade e achei que já não valia a pena dizer mais nada

josecnogueira: #TwEnt @annamartins Mudei para falar de questões de media — as mudanças na comunicação social, mas acontece pouca coisa

josecnogueira: #TwEnt @annamartins Portanto está paradote…

annamartins: #TwEnt @josecnogueira Há sempre algo mais a dizer, Zé, por vezes canalizado de forma diferente como o movimento que iniciaste em Lisboa.

josecnogueira: #TwEnt @annamartins Pois, há sempre coisas a dizer, mas com o i e mais outros trabalhos, e o twitter e a vida…

josecnogueira: #TwEnt @annamartins Há que estabelecer prioridades e o Perplexo não é uma delas, neste momento

josecnogueira: #TwEnt @annamartins E tu, o que vais fazer com o teu blogue?

annamartins: #TwEnt @josecnogueira Ora, Zé, digo-te – sem flores – tu tens a energia que muitos jovens de 20 não vão ter nunca! E continuas com perguntas??

annamartins: #TwEnt @josecnogueira O meu Blog ao ser Site alarga o âmbito e fica tudo arrumadinho por departamentos. Muitas surpresas, espero que boas
josecnogueira: #TwEnt @annamartins Não queres adiantar nada?

annamartins: #TwEnt @josecnogueira Zé queria agradecer a tua disponibilidade no meio do caos que poderá ser o de um pai de férias a responder-me

annamartins: RT Convido-te para o TwitBeberete de lançamento do http://www.anamartins.com/ @josecnogueira: #TwEnt @annamartins Não queres adiantar nada?

josecnogueira: #TwEnt @annamartins Eu é que gostei muito desta forma de entrevistar! É sempre divertido falar contigo. Adeus a todos.

annamartins: #TwEnt @josecnogueira Obrigada, querido Zé, por tudo quanto me continuas a ensinar depois das aulas terminarem e agora sim… flores http://ipt.olhares.com/data/big/201/2011264.jpg

annamartins: #TwEnt @josecnogueira São para ti, Querido Mestre. Um abraço 




TwitEntrevista Alive#3
Em 140 caracteres PERGUNTA em 140 caracteres RESPOSTA.
Sempre com a hashtag #TwEnt


TwitEntrevista Alive - Volta esta semana com novo convidado especial:


@vascosoares1 a quem chamei graciosamente de *ENTREVISTADO-MOR*
Timeline Twitter | dia 30 | às 18h



.oO (Mas o que vou eu perguntar
a quem já tudo foi perguntado?
Se usa cuecas às bolinhas?
Não, não vou por aí...
Meto-me em cada uma!)





Psicólogo Clínico, Neuropsicólogo e Psicoterapeuta. Docente Universitário. Colaborador frequente na Comunicação Social em temas da afectividade e comportamento.
E porque ao Dr. Vasco Catarino Soares chamo entrevistado-mor?
Porque não há quem não o convoque para uma entrevista a cada parecer da sua área. A listagem seguinte de publicações que o solicitaram fala por si. Até para este formato simples de TwitEntrevista Alive (mas que consome muito do tempo que não tem) aceitou amavelmente o convite.


REVISTAS


Pais & Filhos, Sábado, Focus, Exame, Nova Gente, Click In, Happy Woman, Night & Style, Mens Health, Grazia, Notícias Magazine, Visão, Revista Ginkgo, Revista Carteira, Revista Mamãs & Bebés (Membro do comité científico e responsável pelos artigos de psicologia e comportamento)


JORNAIS


Jornal Independente, Jornal Mundo Universitário, Diário de Noticias, Jornal SOL, Jornal de Leiria, Jornal Económico, Jornal Expresso, Jornal Metro, Jornal da Madeira, Jornal 24 horas, Agência Lusa, Jornal de Negócios, Jornal O Ribatejo
SITES


Site Revista Visão, Site SAPO, Site IOL,
Site Millennium BCP, Site RTP, Site Jornal da Madeira,
Site Forum G-SAT, Site Diário Digital, Site Agência Lusa,
Site Jornal de Negócios, Site Solnet, Site AlgarveObserver,
Site Terras do Homem

OUTRAS

Várias participações como especialistas na RTP1, RTP2, RTP N, SIC, TVI, SIC Mulher, SIC Notícias e Rádio Clube Português
todas as músicas blipadas durante a TwEnt por Vasco Catarino Soares e Ana Martins
pertencem à playlist zebra_as_bolinhas



Friend of the night - Mogwai







My Foolish Dream - U.F.O.




A seguir sempre pela hashtag #TwEnt ou pelo site twitterportugal.com - que se tem mostrado mais fiável ao volume de tráfego à hora que decorrem as TwitEntrevistas. Link http://twitterportugal.com/topico/TwEnt

TwitEntrevista Alive #3 @vascosoares1 a 30 Julho – Timeline Twitter
vascosoares1: @annamartins #TwEnt Vasco Soares apresenta-se


annamartins: #TwEnt @vascosoares1 Olá Vasco, obrigada por ter aceite desafio. Começo com pergunta - certamente nunca respondeu - Psicologia é uma paixão?


vascosoares1: @annamartins #TwEnt Boa Tarde Ana. Oficialmente nunca me tinha feito a pergunta. Uma paixão crescente ao longo do curso de psicologia.


annamartins: #TwEnt @vascosoares1 Nunca *se* tinha feito a pergunta? E depois do curso terminado? Continua?


vascosoares1:@annamartins #TwEnt Continua. As descobertas e o entendimento do humano vão se tornando mais abrangentes e interligadas. Globais. (Cont.)


annamartins: #TwEnt @vascosoares1 Pode continuar o seu raciocínio, Vasco?


vascosoares1: @annamartins É esse o "fogo" que alimenta a paixão. A descoberta e o sentido, cada vez mais abrangente, do comportamento humano. #TwEnt


vascosoares1: @annamartins Depois poder ajudar quem necessita e procura #TwEnt


annamartins: #TwEnt @vascosoares1 Essa paixão transparece-lhe na ponta dos dedos! Adivinho-lhe outra? Música. Descobri no Vasco um excelente DJ.


vascosoares1: @annamartins A música é uma paixão antiga e muito larga. Que inclui muitos estilos. Mas esta é comum a quase toda humanidade #TwEnt


annamartins: #TwEnt @vascosoares1No Blip.fm o Vasco é o DJ zebra_as_bolinhas O sentido de humor é algo que lhe salta da postura correcta do profissional?


vascosoares1: @annamartins Sim. No exercício da psicoterapia o humor permitido é o do paciente. Eu posso acompanhá-lo mas não posso pôr o meu #TwEnt


annamartins: #TwEnt @vascosoares1 Um dia brincou no twitter que ia mudar a profissão para *Entrevistado*. O que nunca lhe foi perguntado, Vasco?


vascosoares1: @annamartins O que nunca me foi perguntado e que gostaria responder. Sobre o que leva a não haver justiça e imparcialidade nos sistemas judiciais#TwEnt


annamartins: #TwEnt @vascosoares1 E o que responderia a essa questão, Vasco?


vascosoares1: para os seguidores da #TwitEntrevista #TwEnt

vascosoares1: @annamartins Não há sistema judicial justo: 1) falta de conhecimento sobre comportamento humano dos agentes 2) autocentrismo deformante #TwEnt


annamartins: E eis que o zebra_as_bolinhas aparece à convocatória! RT @vascosoares1para os seguidores da #TwitEntrevista #TwEnt





annamartins: #TwEnt @vascosoares1 O que o menino Vasquinho queria ser quando fosse grande?


vascosoares1: @annamartins hehehe :) Primeiro: Formula One destruidor de carros. Teenager: filosofer. #TwEnt


vascosoares1: O Velhinho Cantor moderno #TwitEntrevista #TwEnt



annamartins: #TwEnt @vascosoares1 E agora, o que o Vasco quer ser quando for grande?


annamartins: (o zebra é mesmo às bolinhas...) #TwEnt @vascosoares1



vascosoares1: @annamartins Quero escrever um livro sobre psicologia e Justiça e contribuir para essa causa. E ser um velhinho realizado e tranquilo #TwEnt


annamartins: #TwEnt @vascosoares1 Ó Vasco, olhe que ainda ganha menos como escritor que como Entrevistado-Mor!! Para quando o seu livro?


vascosoares1: Os United Future Organization (U.F.O.) Projecto Japonês de alto nível. Um cheirinho aqui. #TwEnt



annamartins: (3 músicas e está a noite [#TwEnt] composta?) @vascosoares1



vascosoares1: @annamartins Para quando for grande. É mesmo para os netos. E claro não vou ganhar dinheiro com isso. #TwEnt


annamartins: #TwEnt @vascosoares1 Como na música do zebra_as_bolinhas, uma casa, um cavalo... Os psicólogos também têm sonhos cor-de-rosa?


vascosoares1: @annamartins Sem forem psicólogos modelos e miss qualquer coisa têm, terão sonhos cor-de-rosa. Eu tenho os normais , legítimos e realistas #TwEnt


annamartins: Uma grande casa, alguns filhos e um cavalo...." #TwEnt @vascosoares1



annamartins: #TwEnt @vascosoares1 Posso fazer uma pergunta indiscreta? (não sobre as cuecas... pleeeease :) ), mas porquê chamar zebra_as_bolinhas?


vascosoares1: #TwEnt Shulman – The Unexpected Visitor. Um visitante inesperado. Vão gostar. É meditativo.



vascosoares1: @annamartins Uma zebra faz parte de uma manada. Ora se ela tiver bolinhas e não riscas é uma zebra distinta, original. Depois é só corresponder. #TwEnt


annamartins: E corresponde. Original. Não faz parte da manada! @vascosoares1 #TwEnt



vascosoares1: @annamartins Obrigado. Educado (musicalmente) por irmã mais velha na pré-adolescência. Muita pesquisa em casas de CD fora do banal. #TwEnt


vascosoares1: #TwEnt Deliciem-se com esta pequena maravilha do Jazz Fusão. Dzihan & Kamien - Before (steno)



annamartins: #TwEnt @vascosoares1 Ora, um passarinho acaba de poisar e segredar-me que vai dar mais uma entrevista, é verdade Senhor Entrevistado-mor?


vascosoares1: @annamartins É verdade. Para Jornal i no próximo sábado. O tema é segredo e antigo. hehehe :) levantar o véu #TwEnt


annamartins: Um psicólogo oferece-as? "Traquilidade e segurança. Ofereço-vos esta. Mereçam-na" @vascosoares1 #TwEnt



vascosoares1: @annamartins Um psicólogo oferece ajuda na reflexão. A pessoa conquista a sua tranquilidade e segurança. A nossa conquista é mais verdade #TwEnt


vascosoares1: #TwEnt The Higher Intelligence Agency – Speech3. Nem toda a gente gosta.

annamartins: #TwEnt @vascosoares1 É possível levantar o véu do secretismo para o i ou teremos de aguardar com tranquilidade?


vascosoares1: @annamartins É possível levantar a ponta do véu. Aqui vai. Quanto mais velho mais gosto de ti. Serve? #TwEnt


annamartins: #TwEnt @vascosoares1 Serve. Para comprar o i a quem não sabe ler nas entrelinhas_as_bolinhas. Vasco, muito obrigada por ter aceite mostrar-se.


vascosoares1: #TwEnt American Analog Set – Taiwan





annamartins: "Costumas pensar em todas as coisas que temes? Estou feliz por te ter perto." @vascosoares1 #TwEnt



vascosoares1: @annamartins Foi um prazer ter estado aqui. Obrigado a todos os que constroem esta rede e... Um especial para Ana Martins 1st class #TwEnt


annamartins: @vascosoares1 Parafraseando-o, Vasco, se as pessoas que constroem esta rede não fossem interessantes, não teria aceite fazer #TwEnt. Obrigada


vascosoares1: @annamartins A maturidade chega a quem pensa em si próprio, vive os seus medos e conhece as suas limitações. Seremos mais honestos #TwEnt

annamartins: "Hard to find! Hard to find? Hard to find... Esta grande banda também foi difícil de encontrar. Mas valeu a pena." @vascosoares1 #TwEnt





vascosoares1: @annamartins Difícil de encontrar é uma banda americana de pequena expressão e muito desconhecida. Mas muito bom som. #TwEnt


annamartins: #TwEnt @vascosoares1 Valeu a pena TwitEntrevistá-lo, Vasco. Percebo agora porque é o *Entrevistado-mor* :)
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TwitEntrevista Alive #2
Em 140 caracteres PERGUNTA em 140 caracteres RESPOSTA.
Sempre com a hashtag #TwEnt
TwitEntrevista Alive - Volta esta semana com novo convidado: @SimaoC com o seu olhar da *portugalidade* visto de Paris.
Simão Carvalho, português em Paris, está no Projecto Association AIRES (conta Twitter @airesparis) Association d'intérêt général, AIRES défend le droit des personnes déficientes intellectuelles de travailler et de vivre parmi tous.


A seguir sempre pela hashtag #TwEnt ou pelo site twitterportugal.com - que se tem mostrado mais fiável ao volume de tráfego à hora que decorrem as TwitEntrevistas.
Link http://twitterportugal.com/topico/TwEnt

AM
#TwitEntrevista Alive - Hoje depois das 21h - @SimaoC com o seu olhar da *portugalidade* visto de Paris. #TwEnt http://www.anamartins.com/


joelysandra disse:
@joelysandra: @annamartins TwittReporter ?


AM
RT Não ;) só uma TwitAbordagem levezinha com as pessoas interessantes que há no Twitter @joelysandra: @annamartins TwittReporter ?
SC
Ora, se a técnica o permitir, daqui a pouco serei twitEntrevistado pela @annamartins. Para seguir a conversa http://is.gd/1HXMB #TwitEnt
AM
@SimaoC Meu caro, se eu não for pontual posso TwitEntrevistar-te por telemóvel? #TwEnt (sem enganos na hashtag s'il vous plaît)
SC
@annamartins: Vamos a isto? #TwEnt http://is.gd/1HXMB


TwitEntrevista Alive #2 @SimaoC a 30 Julho – Timeline Twitter
Esta TwitEntrevista foi inteiramente feita via Twitter modo telemóvel


Pas Si Simple - Yann Tiersen
Não me digam que não é possível!
AM
@SimaoC #TwEnt Boa Noite Paris! Simão obrigada por aceitares este TwitDesafio. O Twitter ajuda a não estares tão distante do teu país?
SC
@annamartins #TwEnt Boa noite Ana! Obrigado eu! O twitter ajuda em muito a estar perto de Portugal e de acompanhar melhor o que aí se passa!


Undertheground disse:
@SimaoC @annamartins concordo completamente (opinião de quem também está noutro país) #TwEnt


NunoSarandes disse:
Não está fácil o Search não dá nada. Estou nas vossas páginas. Estou a gostar. Truque: criar um grupo no Deck com vocês os 2. Funciona!


AM
@SimaoC #TwEnt Como no teu nick inicial que muitos recordarão (@vistodaqui), como é a *Portugalidade* vista daí?
SC
@annamartins #TwEnt Questão complexa! Creio que quem está fora percebe melhor o que de positivo existe em Portugal e a sorte que tem quem aí está!
AM
@SimaoC #TwEnt É a estória da galinha da vizinha? Porquê sair do país? No caso, o teu projecto pioneiro não existe em Portugal. Foi a motivação?
SC
@annamartins #TwEnt A minha saída foi por razões que a razão desconhece! :-) Este projecto em que estou agora, veio depois!
AM
@SimaoC #TwEnt Simão, queres explicar o que fazes e como é importante esse projecto?
SC
@annamartins #TwEnt Trabalho com pessoas deficientes mentais, para a sua integração em empresas "normais". Faço também um acompanhamento global!
AM
@SimaoC #TwEnt O que queres dizer com "acompanhamento global"?
SC
@annamartins #TwEnt Não paramos na assinatura do contrato. Continua ao longo da sua vida profissional, mas tb a nível pessoal: lazer, autonomia...
SC
@SimaoC #TwEnt Vemos cada um, 3x por semana: no trabalho, em formação à Quinta-feira e ao Sábado para as actividades de lazer! E outras se preciso!
AM
@SimaoC #TwEnt Estás a falar de uma figura que gostaríamos ver em Portugal: tutor de jovens adultos com deficiência?
SC
@annamartins #TwEnt +- Nos não somos responsáveis pelo jovem. Somos um "interface" entre o jovem, a empresa, os pais, o médico, etc. Técnicos!
AM
@SimaoC #TwEnt Esse "interface" entre jovem, empresa, família, médico, é a de um técnico que chamei *TUTOR* não a figura jurídica!
SC
@annamartins #TwEnt Então sim. Permitimos a cada um de se "dar a compreender" e criar ferramentas para que cada dificuldade seja ultrapassada!
AM
@SimaoC #TwEnt E Simão? É possível a integração efectiva desta população, ainda que com supervisão?
SC
@annamartins #TwEnt Nós provamos que sim. E as empresas pedem mais!
SC
@annamartins #TwEnt Nós provamos que sim, à condição que a pessoa saiba comportar-se em sociedade. Não falamos de doenças mentais, mas deficit…
AM
@SimaoC #TwEnt As empresas pedem mais. Explicas porquê?
SC
@annamartins #TwEnt Porque os jovens são acima de tudo produtivos. Respondem a uma exigência operacional da empresa. São pontuais e assíduos!


PauloQuerido disse:
Sigam a #TwEnt (entrevista twitter) de @annamartins a SimaoC : http://twitterportugal.com/topico/TwEnt


AM
@SimaoC #TwEnt E Simão, visto daí, como é tua perspectiva de jovens com déficit cognitivo na realidade portuguesa? Que pode ser feito?
SC
@annamartins #TwEnt Ui ui!!! Se em França vai funcionando é porque a lei 2005-102 penaliza as empresas q não contratam deficientes. Mas PAGAM MUITO!
AM
@SimaoC #TwEnt Desculpa, não entendi: quem paga? As famílias, empresas ou Estado?
SC
@annamartins #TwEnt As empresas que não empregam deficientes pagam multas enormes e que vão aumentar em 2010. Por isso começam a empregar!
SC
@annamartins #TwEnt E nós aproveitamos essa penalização para provar que dificuldade de aprendizagem não implica incapacidade, muito pelo contrário!


Francismata disse:
RT @SimaoC @annamartins #TwEnt As empresas que não empregam deficientes pagam multas enormes e que vão aumentar em 2010. Por isso começam a empregar


AM
@SimaoC #TwEnt Então essa legislação adequada pode ser norma Europeia? Sabes números de quem usufrui desses meios que reescrevam o final?
SC
@annamartins #TwEnt A dificuldade é que as empresas pagam, mas os meios para as ajudar a aplicar faltam. O próprio Estado não respeita a lei!
SC
@annamartins #TwEnt É isso que apresentamos às empresas. Um profissional operacional e produtivo, mas também um dinamizador de relações na equipa.
AM
@SimaoC #TwEnt Simão, vou terminar com cliché/pergunta que todo o emigrante deve ouvir frequentemente: um dia vais querer voltar a Portugal?
SC
@annamartins #TwEnt Eu já quero voltar a Portugal! Eu voltarei a Portugal. É um país incrível e com uma qualidade de vida enorme, apesar de tudo!
AM
@SimaoC #TwEnt Um dia vens a ser pioneiro desta causa em Portugal, para que todos os iguais sejam menos diferentes. Visto daqui, agrada-me.
SC
@annamartins #TwEnt Acredita que gostaria de o fazer! Eles não são diferentes. O nosso olhar é que é distorcido por preconceitos. São fantásticos!
AM
@SimaoC #TwEnt Por isso eu disse, a brincar com o cliché, que *todos os iguais são menos diferentes*... Pas Si Simple
SC
@annamartins #TwEnt E a presença deles "entre todos" provoca coisas maravilhosas. Obriga-nos a ser naturais. Haverá melhor que isso?!
AM
@SimaoC #TwEnt Verdade. Tomara todas as pessoas terem o privilégio do convívio que temos e nos reeduca na forma de estar e ser.


NunoSarandes disse:
@SimaoC @annamartins Parabéns aos dois pela #TwEnt de hoje. Muito interessante!


SC
@NunoSarandes #TwEnt Obrigado Nuno! Fico contente de pelo menos uma pessoa não ter achado que estraguei a #TwEntrevista à Ana! :-)
AM
@SimaoC #TwEnt Aceita um abraço enormeee, querido TwitEntrevistado Simão Carvalho. Respondes como és - franco e apaixonado por tua causa!
SC
@annamartins #TwEnt Obrigado pelo convite e pela gentileza Ana! Um grande abraço!
AM
@SimaoC #TwEnt Simão, obrigada por tua disponibilidade, presença de espírito e... pela valentia de meu telemóvel! :-) Um beijo.


antunesricardo disse:
@SimaoC @annamartins Não sei se houve muitos a seguir, mas eu gostei da vossa conversa de hoje. Parabéns pelo envolvimento de ambos nas causas!


AM
@antunesricardo Ricardo, ainda que tivesse sido apenas uma pessoa a seguir a #TwEnt :-) É sempre um prazer conversar com o @SimaoC Obrigada!

Nota Final a meus leitores:
A seguir sempre pela hashtag
#TwEnt ou pelo site twitterportugal.com - que se tem mostrado mais fiável ao volume de tráfego à hora que decorrem as TwitEntrevistas.

Link http://twitterportugal.com/topico/TwEnt




Desafiaram-me a fazer série de TwitEntrevista Alive.

Regras: Sempre com a hashtag #TwEnt
TwitEntrevista Alive: em 140 caracteres PERGUNTA e em 140 caracteres RESPOSTA.

Hoje começo.

Convidado aceitou.
TwitEntrevista Alive
Convidado: @PauloQuerido

AM
@PauloQuerido quando quiser. Diga-me alguma pergunta que quer que não faça ou alguma que faça por DM por favor.

PQ
@annamartins venham as perguntas. Sem restrições.


I Like You (dedicada a @PauloQuerido) - Janet Klein


AM
#TwEnt Boa Noite @PauloQuerido Obrigada por ser meu 1º convidado nesta série de TwitEntrevistaAlive. Como é ser uma referência no Twitter?
PQ
@annamartins #TwEnt não faço ideia ;) Calculo que seja 1 grande seca. Um monte de gente a chamar a atenção. Felizmente, não sou uma.
AM
#TwEnt @PauloQuerido Há muitas formas de estar no Twitter, como na vida. Amado, odiado, é incontornável. Twitter são as pessoas. Concorda?
PQ
@annamartins #TwEnt Twitter é 1 tecnologia básica e simples que permite às pessoas comunicarem. Organizarem-se. Acrescentarem conhecimento
AM
#TwEnt @PauloQuerido Estava presente na AR no grupo Twitter convidados no dia do incidente com ministro. O que está a assustar Açores?
PQ
@annamartins #TwEnt Não sei se estão assustados. Parece-me mais que têm do Twitter a visão que têm dos media: verticais e intermediados.
AM
#TwEnt @PauloQuerido E neste momento a pergunta que se impõe: não aparecem as suas respostas no twitter search, sabe porquê?
PQ
@annamartins é 1 excelente pergunta... para o Twitter. Se visitar a minha timeline reparará que estou a usar a hashtag combinada.
AM
@PauloQuerido Eu sei que está a utilizar, é estranho não aparecer a hashtag. Quem souber responder durante a TwitEntrevista Alive, por favor
PQ
Podeis sempre seguir a hashtag #twEnt por aqui http://twitterportugal.com/topico/TwEnt (mas a máquina está lenta)
AM
#TwEnt @PauloQuerido Não é apenas a Comunicação Social com acesso ao Twitter. Estamos todos no mesmo patamar. Esse poder assusta o Poder?
PQ
@annamartins #TwEnt Não creio que assuste o poder. É mais básico. É, ainda, ignorância. Poder desconhece os social media.
AM
#TwEnt @PauloQuerido O futuro da palavra escrita está na ponta dos nossos dedos e o papel impresso ficará nas mãos dos Velhos do Restelo?
PQ
@annamartins #TwEnt o papel impresso vai atravessar 1 fase má, revista de supermercado, mas retomará o seu lugar nobre. Não tem rival.
AM
#TwEnt @PauloQuerido Continuamos a falar agora e sempre do mesmo: o medo do desconhecido. Qual a melhor forma de educar, de abrir mentes?
PQ
@annamartins #TwEnt Motivar. Entusiasmar. Amparar. Esses são os verbos ausentes dos processos educativos actuais, do Estado como da família.
AM
#TwEnt @PauloQuerido Há quem diga o Twitter é uma enorme sala de chat apesar de cada um ter a liberdade se ouvir o que quer. O que se segue?
PQ
@annamartins #TwEnt o mundo é 1 imensa sala de chat. Não temos como ouvir, filtrar. Twitter é 1 ferramenta p/ tal. Seguem-se aperfeiçoamentos
AM
#TwEnt @PauloQuerido No mundo falta então a motivação, o entusiasmo, o amparo. Pode ser criada conta Twitter @BomSenso a oferecer ao Mundo?
PQ
@annamartins #Twent pode, claro. Mas o mundo está demasiado ocupado para dar por isso. Melhor cada 1 de nós mudar-se sem esperar bênção.
AM
#TwEnt @PauloQuerido Eu não deveria opinar :) mas gostava de terminar agradecendo-lhe com algo que lhe dediquei faz tempo: I LIKE YOU
PQ
@annamartins obrigado pela entrevista, e pela honra de ter sido 1º . Espero q as próximas #TwEnt sejam mais interessantes! :)
AM
Mea Culpa então, porque as respostas à #TwEnt do @PauloQuerido foram perfeitas! Mt Obrigada p disponibilidade, simpatia e ser tão QUERIDO :)
PQ
@annamartins :)





Zukazeka, o rato e o kako

Era outra vez que a Zukazeka se cortava no kako. Não podia. Chorava sempre e isso era muito incómodo. Uma cebola não chora!, sempre lhe ensinara a sua avozinha, queria-se brava e que fizesse arder muito os olhos de quem por ela chorava. Ahhh!, que cebola feia!!!
Já o rato tinha medo do kako. Sabia como o evitar. Como sabia enxugar as lágrimas tristes da cebola amiga. Excepto quando o caco chegou em Azul. Nesse dia choraram ambos.
O candeeiro Azul era o grande companheiro de luz da cebola e do rato. Improvável esta amizade?! Pergunto: Quem sabe quem será nosso amigo? Olhamos para uma foto de uma pessoa e o som do Sérgio Godinho a sussurrar «é que hoje fiz um amigo e coisa mais preciosa no mundo não há» aparece em rodapé na nossa mente? Quem acredita nisso...? Só se tiver na cabeça tanto miolo como um candeeiro, azul ainda para mais!, que corta a luz toda!! Mas, por quebrar a luz em tom de azul reflectido, conseguia a Zukazeka não chorar e o rato aproximar. Sim, improvável. Mas quem pensa uma amizade bonitinha e expectável, obtém o que procura. Todo o invólucro sem conteúdo. Zukazeka era uma cebola triste e malcheirosa. Atazanada a vida inteira pelo seu fado, largava cascas sem cor, desfalecida na dor. A luz azul fria fazia-lhe companhia enquanto o saltitante rato sempre a fugir do kako, costumava ratar o fio preto. O candeeiro pediu-lhe que não o fizesse, ou a luz fria que aquecia a tristeza da cebola desapareceria. Por lealdade à amiga, o rato deixou de ratar e, de tanto sentir o calor da luz azul fria na Zukazeka, ganhou um certo bem-querer pelo candeeiro. Os kakos, deixados não ao acaso, mas para que os ratos ladinos não corressem em desatino, desatinava a Zukazeka que, no seu balofo baloiçar, se ia golpeando. Por baixo de tantas camadas, a sua alma ferida sangrava e fedia.




Já não gosto do Natal


Texto dedicado a meus irmãos, Paula e Ricardo
(publicado originalmente no blog Sabor e Histórias)

Eu? Já não gosto do Natal. Perdeu todo o sentido, sabor, até o cheiro. Este formato do fazer compras porque sim, nas vertentes ter-de-dar-às-professoras-dos-filhos, fica-mal-não-oferecer, ou a pior, ter-prendas-para-retribuir-a-quem-não-vou-dar-e-que-sem-esperar-me-dão, confesso que me dão ataque de taquicardia. Esta mentalidade consumista do ter de dar incomoda-me. Eu? Gosto de dar, de preferência sem datas adjacentes e aquilo que faça o meu amigo sorrir. E sim, basta um gesto. Um bilhete escrevinhado às vezes toca mais que o objecto de consumo desejado! É o acto de dar que está subvertido neste Natal dos dias de hoje que recuso fazer parte. É um frete!, e não sei se a desculpa da minha provecta idade serve, mas cada vez tenho menos paciência para os fazer...
Recordo com ternura a minha melhor memória de cheiro de Natal. No afã da véspera, a avó Rosa na cozinha a socar num alguidar a fazer os mágicos sonhos molhados, ensopados na calda doce, o cheiro profundo da laranja a impregnar a atmosfera de um calor patente nas bochechas rosadas da cansada avó na massa assim bem amassada, e o cheiro do leite açucarado sarapintado com canela e limão do inigualável e inesquecível arroz doce de minha mãe, que como marca indelével nos ficou no ar, na memória, nas narinas na mescla dourada dos fritos. Não recordo outros natais que nos fez perder a nossa mãe e depois a nossa avó. Devia ser proibido por decreto-lei morrer-se no Natal e matar o Natal em cada um de nós. Hoje, já não sendo crianças, já sem as avós e a mãe, com novas recordações e em cozinhas diferentes, o meu irmão, a minha irmã e eu temos as nossas próprias famílias, outros compromissos e apesar de ambas excelentes cozinheiras que assumidamente somos, encomendamos a lista de doces na melhor pastelaria e mandamos o marido para a fila interminável. Devo confessar que hoje, enquanto dona de casa, considero a praticabilidade da coisa muito conveniente. O nosso irmão continua a ser muito prático na forma de gerir as divisões de tempo, espaço, as emoções e os natais. Admiro-o também por isso!
Uma reflexão que pairou no ar neste mês de Dezembro deixou-me pensativa. Se a crise que assola o país faria a contenção necessária a parar a fúria desregrada do consumismo e por via da crise, os valores verdadeiros voltariam. Se os meios justificam o que quer que seja para chegar aos fins pretendidos? Não gosto dessa filosofia. Não gosto nem acredito que a contenção espartana faça parte no nosso normal funcionamento, nem por termos bolsos vazios faça valores alguns voltarem. Acredito que o caminho tenha de ser outro, diferente.
Se há coisa que me incomoda é ver pessoas a dormir em caixotes de papelão num qualquer canto das nossas cidades e ver outras pessoas passarem sem sequer os notarem. Mas são capazes de grandes gestos, de grandes depósitos num qualquer NIB da moda para ajudar uns quaisquer desgraçadinhos. Eu? Volta-me à ideia o darmo-nos num pequeno gesto. Porque faz sempre a diferença na alma de quem é acarinhado.
Como se chega a esse ponto de abandono permanece um mistério para mim. Em conversa com minha amiga Paula, debatíamos esse ponto há dias. Foram as más escolhas na vida que os conduziram a viverem na rua? Ao ajudá-los, ou a associações que lhes proporcionam refeições quentes e roupa lavada, estaremos a ajudar realmente ou a perpetuar esse movimento? Qual a melhor abordagem para efectivamente fazer a diferença na vida de cada uma dessas pessoas? Agrada-me o fazer o bem sem olhar a quem e sobretudo, não haver focos de luz sobre cada acto que se faz de voluntariado, de bondade, de ajuda ao próximo. Não acredito em grandes gestos porque é Natal, mas em oferecer uma sopa ou mais roupa quentinha a pessoas sem-abrigo nesta época, isso faz sentido, não pelo Natal, mas porque está frio, porra!
A forma de se viver o Natal hoje representa como se vive a vida. A correr desenfreadamente na semana a cumprir horários e esperar pelo fim-de-semana para depois logo começar outra semana. Amiúde acerca-nos a ideia que o Natal está já aí e que o ano passou a correr. Porque passou mesmo. Penso que a certas pessoas, nessa correria desenfreada lhes falta todo o sentido, sabor, até o cheiro que a vida deveria ter. O ter tempo para os filhos. Ler-lhes antes de adormecerem em vez de ficarem a ver novelas e os putos no quarto nas respectivas consolas. Explicar os porquês em vez de um agora não. Posso soar moralista, a roçar o fundamentalista neste tema, mas acredito piamente que a educação que damos a nossos filhos faz a mudança, aquela que aos 20 anos todos acreditamos conseguir um dia vir a mudar o mundo.
Enquanto escrevo no meu portátil, um anúncio na TV chama a minha atenção, distrai-me o suficiente para levantar os olhos e murmurar um “adoro isto” - o do azeite, versão alargada missa do Galo. O meu filho, sempre atento, busca o comando e num simples clique faz o meu Natal! Grava o anúncio e enquanto o repete vezes seguidas só para meu deleite, cantamos os dois ó rama ó que linda rama a olhar-me bem dentro dos meus olhos, lá no fundo, onde ainda há Natal.


Promessas de Verão

conto publicado no livro CONTOS DE VERÃO, 2004

por Ana Martins

“Hoje sinto que vou embora” disse o dos malmequeres amarelos.
“Pois eu acho que tenho mais probabilidades” disse o dos corações vermelhos.
“Já eu” disse o do moinho de vento revoltado “penso que não tenho hipótese nenhuma desde que me dobraram… não sei que faça a este vinco!”
“Convenhamos meus amigos… desde que os do outro lado chegaram nenhum de nós tem segurança” reclamou o da enseada.
“Tens razão” disse o do burro “vamos por cá ficar tanto tempo que acabamos encarquilhados, empoeirados e esmaecidos do sol.”
Do outro lado do expositor o da praia sussurra ao da falésia: “É só inveja….” ao que o colega responde: “Nós temos o dever de ser tolerantes com os do outro lado… não temos é muito tempo para pensar nisso já que estamos sempre de saída!” Riem sarcásticos com satisfação.
O dos malmequeres amarelos agita-se: “Cliente, cliente!”
Uma senhora aproxima-se com o filho pela mão. Roda o expositor para a esquerda, depois para a direita, mais uma vez para a esquerda. O filho brinca com os porta-chaves que estão num cesto. “Não mexas nisso.” diz-lhe maquinalmente. Baixa-se um pouco para ver os da fila debaixo. Mais para a direita e retira dois postais. Dirige-se ao interior da loja recomendando ao filho: “Rodrigo tem maneiras.” depois pergunta à empregada se também vende selos. “Lá está ela, queres ver…?” pergunta o da baía para o do hotel.
“Temos sim, minha senhora. São para o estrangeiro ou para cá mesmo?” pergunta solícita a empregada.
A senhora responde-lhe que são para o continente. Prontamente a diligente empregada sugere a novidade desse Verão: os postais pré-selados. Sorri acrescentando feliz: “Muito mais em conta!”
Quando se dirigem para o exterior da loja a Mãe ralha: “O que é isso Rodrigo?” O ladino fazia o expositor rodar veloz “Vai na mecha!” ainda respondeu.
A empregada num gesto parou o rodopio e mostrou a fileira dos novos postais. “Deixe estar, não tem importância, são crianças…” garantiu à freguesa.
“Deixe estar…? Deixe estar o tanas! Estou mais tonto que sei lá o quê…” reclama enjoado o do moinho.
“Estou a alucinar ou vêm aí mais…?” questiona-se zonzo o do burro.
“Cliente, cliente!” avista o dos malmequeres amarelos excitado.
Um grupo barulhento de raparigas rodeia o mostruário escolhendo entre comentários mordazes e muita risota para quem escreveriam e o quê.
“Estou fartinho destas piadolas… não há imaginação nenhuma nesta juventude?” grunhe o do burro.
Devidamente abastecidas as moças preparam-se para pagar quando uma delas repara: “Ó Lara, ide trocar o teu, carago! Está todo encorrilhado!”
Lara sorri assegurando ser único. A amiga insiste dirigindo-se à empregada: “Menina? Tendes outro?” a empregada meneia a cabeça numa negativa. “O que temos está à vista… temos é uns mais baratos porque já têm selo!”
Os amigos despedem-se rapidamente enquanto são pagos. “Pode ser que nos vejamos pelo caminho! Até sempre!”
“Ó Lara, não entendo… compra outro!” insiste a amiga.
“Deixa, este é perfeito.” diz Lara acariciando o vinco bem marcado.

Nunca pensei que fizesse tantas cócegas nas costas… Será que demorará muito tempo...? Gostava tanto de conseguir ler o que está a escrever… Que nojo! Seria preciso encher-me de baba? Nunca ouviu falar de cola? Boa! Encostou-me ao espelho da cómoda, vou conseguir espreitar!





Esta agora! Vou ser portador de uma boa notícia… é a melhor das finalidades!

Lara dirigia-se à estação de correios enquanto falava ao telefone com uma amiga sem poder suspeitar quem a escutava com atenção. Detalhadamente contou tudo sobre a pessoa que lhe estava a mudar a vida.
Os planos. Os sonhos. A saudade.
Enquanto falava, beijou-o, antes de colocar o postal serenamente na ranhura.
Escorregou pela parede fria.
“Moinho! Moinho! Aqui à tua esquerda!” saltitava o do burro “Vieste mesmo a tempo, a tiragem é agora às seis…”
“Levo boas novas!” gritou histérico “Que mais poderia querer, dizes-me?”
“Eu nunca esperei ter esse destino… não com a foto que carrego! Pelos comentários das miúdas vou enfurecer uma certa besta amansada… Mulheres!” Riram com gosto trocando as que ambos sabiam ser as últimas palavras.
O funcionário abriu a portinhola e inundou de luz o receptáculo.
“Dá aí uma mãozinha, acho que estou entalado aqui neste friso” gemeu contorcendo-se “Céus, estou colado aqui em baixo! Aquela saliva toda… Ajudem-me, não posso ficar aqui! Sou portador de uma boa notícia! Ajudem-me!”

Mas ficou.
Preso. Esquecido. Extraviado.
Nas primeiras tiragens ainda gritava, contorcia e retorcia-se, irremediavelmente trincafiado. “Sou portador de uma boa notícia” repetia a cada tiragem. Depois… Um envelope almofadado bastante pesado caíra-lhe em cima atordoando-o.
Acordou-o o dos malmequeres amarelos.
Deprimido reparou na data de um pré-selado que lhe oprimia um canto. Arregalou os olhos. Maio de 1986?
“Amigo, ainda aqui estás?” perguntou o dos malmequeres amarelos.
“Amigo, só agora vens?” respondeu vagaroso, profundamente desalentado. “Ajuda-me por favor que era portador de uma boa notícia…” murmura agastado.
Na tiragem seguinte todos auxiliaram: “Um portador de boa notícia tresmalhado por dois anos é muito triste” concordou o pré-selado. Num assobio chamou todos os congéneres para dobrarem as pontas amalgamando-se numa imensa cadeia postalérica.
“Cuidado! Não lhe rasguem o selo senão acaba no Cabaz Azul!” gritou aterrado o dos malmequeres amarelos.
Fez-se um silêncio.
Qualquer epístola que se prezasse tinha um pavor insustentável do funesto cabaz onde sempre cabia mais um envelope, encomenda ou postaleco sem forma de ser entregue, esperando o improvável momento de ser reclamado.
Um almofadado pequeno esgueirou-se para baixo e capitaneou os movimentos. “Agora, podem puxar!” afirmou convicto enquanto descolava o pedaço de selo.

Dois dias depois estava numa caixa de correio em Alforgoges.

Luís estremeceu ao abrir a portinhola. Um moinho?

Porquê molhar-me com estes pingos? Porquê que grita? Eram boas notícias…

Luís abriu o bocadinho de papel que o moleiro lhes tinha emprestado. Numa letra redondinha estava o contacto de Lara. Afinal era de Lisboa. Nunca havia aberto aquele pedacinho de papel. O combinado seria ela abrir primeiro… ou não.
“A mana mora na casa nova desde o casamento… quem fala?” dissera uma voz de criança do outro lado da linha.
Luís passou as mãos pela cara, pelo cabelo, despenteando-se, por fim, apoiando o nariz entre os indicadores. Mais uma vez, tentou rever a estória como realmente teria acontecido. E ele que, injustamente, durante todo aquele tempo pensara que Lara, a menina de cidade grande, o tinha ignorado por ser um labrego agricultor provinciano!
Pegou no postal, de novo revendo a data, endireitando os cantos, acariciando o tom mais amarelecido numa ponta. Levantou-se e foi até junto da janela. Examinou o postal na claridade do dia demoradamente por outro ângulo.
Sim, aquele pedaço esteve claramente mais exposto ao sol.
Sim, aquele postal estivera retido por muito tempo sabe Deus onde.
Sim, tempo demais…

A Lara acha que ignorei o que me escreveu… foi isso! Pensou que a tentei conquistar naquele Verão e ficou vexada porque nunca lhe respondi. E agora?

Agora Lara tinha casado.
Luís dobrou cuidadosamente o postal pelo vinco e guardou-o na sua carteira.

Ela estava tão feliz quando me comprou… Percebi-o, quando me encostou ao espelho e li, não tinha importância a marreca do meu vinco… eu era perfeito!

Meteu-se na carrinha.
Aquele era um caminho que evitava mas agora queria revê-lo.
Ficava num cabeço bem arejado no Monte Venturo, apenas a uns escassos cinquenta quilómetros de Alforgoges. Havia sido caiado. O moinho, imponente na sua alvura parecia saudá-lo de novo e Luís circulou ligeiro até debaixo da janela altaneira na retaguarda que, cúmplice, o espreitava através do lintel de pedra.
Já não estava lá, havia sido tapado pela caiadura mas, passando a mão pela grossa parede areada, podia senti-lo gravado na pedra, vibrante e vivo. Roçou a ponta do dedo pelo perfeito ângulo recto que desenhava as duas letras entrelaçadas.
De madrugada quando o moleiro chegou estava sentado à espera.
“Se calhar não se recordará de mim, mas pedi-lhe um pedaço de papel aqui mesmo há uns dois anos e emprestou-me o seu lápis…” disse de rajada.
“Nããã havera de recordar… Luís e Lara! Se os tenho apanhado maganos… Atããão vossemecês escrevinharem-me a mão de cal! Ah! Por esses dias afora estava-lhes cá com umas ganas…!”
Sorriu timidamente enquanto com o polegar levantava a ponta da boina para coçar a cabeça. “Ó ti’Jaquim… desculpe lá o mau jeito” balbuciou. Mas uma dúvida assaltou-lhe de supetão o espírito: tinham efectivamente, com um canivete, feito um enorme coração com as suas iniciais. Tinham brincado por, em ambos os casos, ser a mesma e terem nomes compostos de quatro letras... mas em momento algum os tinham escrito, nem tinham falado disso ao moleiro quando naquele derradeiro encontro pediram o pedaço de papel. A pergunta fervilhava-lhe na mente quando o ti’Jaquim respondeu: “Deixe-se lá disso agora! A sua moça tratou logo do pagamento do prejuízo, ela nããã lhe contou que veio por cá?”

Luís voltou aos Alforgoges mais desalentado. Lara tinha voltado lá antes ou depois de ter escrito o postal? O moleiro não tinha as respostas que ansiava ouvir e custava-lhe a crer que Lara tivesse regressado apenas para mandar pintar por cima todos os vestígios do que juntos tinham gravado na parede.
Sentou-se numa pedra, retirou a carteira do bolso e puxou pelo postal.
«Tua para sempre» uma pessoa não escreve tua para sempre para de seguida casar com outro… o que teria sucedido?

Nunca me conformei. Poderia ter proporcionado tanta felicidade… O meu propósito nunca foi atingido e vinte anos volvidos não me consigo resignar a não ter cumprido a minha missão. Outros vinte poderão passar e não aceito. Cada vez que me tira da carteira e me relê consigo sentir o olhar pesado passar por cada contorno de cada letra, reescrevendo-me ao passar por cada palavra. Gasta-me quando passa o dedo nodoso pela assinatura, doem-me os cantos cansados e os vincos meio rasgados, entristece-me a tinta que ainda me escorre pelas costas esborratada a cada pingo. Nestes anos que passámos juntos tanto me beijou avidamente como veementemente amachucou as minhas entranhas acabadas de tanta espera. Nunca me vou conformar com o sofrimento que provoquei por me ter deixado amofinar. Porque não gritei mais alto, porque não gritei mais forte?

Luís habituara-se a visitar amiudadamente o ti’Jaquim.
Tinha angariado ao longo dos anos a boa reputação de não aumentar no peso nem roubar na maquia como outros moleiros faziam. Mas os tempos eram outros! O moinho só continuava a moer devido à carolice do senhor Presidente da Junta que o remunerava com um gordo subsídio estatal por atrair os turistas à localidade. A vizinhança agradecia comprando-lhe de vez em quando da sua farinha, basicamente para fazerem bolo podre. Também Luís levava sempre um saco de juta quando aparecia. Gostava de ficar à conversa na soleira da porta, ficar a saber as novidades dadas pelo conversador ti’Jaquim e reconhecer os boatos que ajudava a espalhar.
Fora com surpresa que naquela manhã vira o moinho com o velame enrolado e uma placa de uma imobiliária pregada na porta fechada.
Desceu até à cidade procurando o escritório.
Ficou muito abalado com a notícia da morte do seu amigo.
Aparentemente os herdeiros queriam vender o espólio do avô mas ainda estavam enredados com a melhor forma de gerirem as partilhas.
Luís sabia ter posses suficientes para adquirir o moinho e, querendo preservá-lo daquela sordidez mercantil, num ímpeto perfeitamente lúcido, resolveu apresentar a sua proposta.
O empregado confidenciara-lhe que a parada estava bastante mais alta pois a Câmara queria o moinho para património municipal e havia um gabinete de arquitectos com o imóvel debaixo de olho e entre eles estava a disputa pela compra da propriedade. Os terrenos em volta eram todos pertença do humilde ti’Jaquim. Quem diria? Segredara-lhe inclusive os montantes aproximados em despique desses candidatos. Luís ficara na dúvida se não seria bluff para o fazer aumentar a sua proposta. Resolveu sair argumentando que iria ponderar. Parou no alpendre para guardar o cartão do vendedor na carteira. Havia algo nele que o inquietara, não sabia exactamente o quê…
Uma senhora subia a escada preparando-se para entrar e agradeceu a Luís que se afastou instintivamente para lhe dar passagem.

Então, então, então…?! O que se passa? Volta atrás, VOLTA JÁ PARA TRÁS!!! Não viste que era ELA, não lhe reconheceste a voz? Eu não acredito que passaram um pelo outro sem terem reparado… Então, então… não feches a carteira agora que eu quero ver o que se passa! Ora não querem lá ver a brincadeira!

Não voltara à agência. Fora um impulso visceral, para que é que ele queria um moinho? Só não queria que o destruíssem…
Poucas semanas depois, ao perfazer a curva, levantou o olhar e viu os andaimes. No regresso subiu ao cabeço e meteu conversa com o empreiteiro da obra. Ficou a saber que o novo dono ia reestruturá-lo para habitação. Ficou também a saber que se ia conservar no tecto cónico o característico cata-vento e que se encomendara materiais o mais semelhante possível aos de outrora. As paredes com mais de um metro de espessura seriam preservadas, não iriam ser escavadas para dar mais habitabilidade; os lintéis de pedra nas molduras das janelas e da porta estavam em boas condições e seria conservado; o telhado que era de tábuas de madeira cobertas com lona e impregnadas de alcatrão, louro e pés, esse sim, teria de ser substituído por uma tela impermeabilizante.
Luís ficou feliz por verificar que o comprador tinha o tino de não destruir artisticamente aquele local. Durante muito tempo foi passando e admirando a beleza do moinho a ser realçada nos mais variados detalhes. Até o enferrujado cata-vento tinha sido recuperado pelo forjador local e reconduzido ao seu altivo posto.

Gostava tanto quando se sentava naquela mó, me tirava da carteira, endireitava os meus vincos sob a brisa fresca do monte… nunca mais foi até ao moinho. Devo confessar: Eu sentia-o como uma homenagem! Ficava tão envaidecido…

Na realidade Luís partira uma perna numa queda aparatosa de cavalo na sua herdade e estava impossibilitado de conduzir. Havia sido uma tortura para um homem tão activo ver-se obrigado a estas férias involuntárias. Verdade fosse dita, merecia-as. Passava o tempo no alpendre com o portátil ao colo tentando colmatar trabalho atrasado, mas Luís era homem de acção! Mais que a perna era o vazio desocupado que o deixava doente e, o tempo disponível atraiçoou-o.
Lara.
Na verdade, por muitos anos que já se tinha apaziguado com o seu sentimento, sabia que nunca se interessara verdadeiramente por nenhuma outra mulher, provavelmente nunca aconteceria e Lara povoava os seus sonhos, imaginando-a em mil cenários absolutamente irreais, sem ter tido a hipótese de saber o que teria feito da sua vida, nada excepto que tinha um irmão mais novo e um marido. A imagem de Lara era difusa e distante. Ficava bastante aborrecido quando por instantes se apercebia que já não conseguia lembrar-se de certos detalhes do contorno do seu rosto ou da candura do seu sorriso. Houve serões mais amargurados, sentado à lareira, em que se agarrou a um gargalo até tombar profundamente adormecido.

Tinha tanto receio quando abria a carteira nos serões frios de Inverno e se aproximava perigosamente da lareira… como se precisasse de mais luz para ler o que já sabia de cor…! Estar tão perto do lume fazia-me temer pela minha vida. E se tivesse daqueles ferozes ataques de cólera e me atirasse às chamas? Quando via nas cercanias uma garrafa levada vezes demais à boca confesso que ficava transido de medo...

Tinha ido ao hospital tirar o gesso e no caminho iria ficar com atenção à curva. Como era o caseiro que o conduzia, permitiu-se ficar a olhar por mais tempo que costumava. Ah! Nunca tinha reparado que daquele cume dava para ver o moinho, mas quando se vai ao volante não se consegue girar o tronco todo e ficar a olhar pelo vidro traseiro! Havia tanto para ver… Em vez do costumeiro mato em volta existente no tempo do ti’Jaquim havia agora um tapete verde realçando a brancura das paredes e contrastando com a porta nova pintada de azul. A do ti’Jaquim era verde, não era…? Pareceu-lhe ver que a frente estava agora ajardinada, mas ainda assim, não dera tempo de perscrutar tudo como deveria e queria. Nada disse no entanto ao Garrocho; olhou para ele que falava desbragadamente de umas moçoilas que trabalhavam na herdade do Silveira, esboçou um ligeiro sorriso e perdeu-se nos seus pensamentos. Voltaria ao moinho sozinho, quando por fim pudesse conduzir.
Antes da curva estava absolutamente imbuído nos seus pensamentos, quando se deu conta, tomou sentido no que o Garrocho dizia:
“Ééééiiii, finou-se o ti’Jaquim moleiro e os netos foram sete cães a um osso… É como lhe digo! Enquanto não venderam tudo não foi nada! Ao Libório é vê-lo na taberna a entornar copos logo pela manhãzinha, é o que diz o povo… aos outros não conheço. O senhor Arruda alembra-se do Libório o finório? Chegou a trabalhar para nós quando não via o mundo pelo fundo de um caneco. Ééééiiii, o moço tinha uma jeiteira para tratar do jardim, como nunca vi igual! É como lhe digo! Enquanto não deram conta do moinho… olhe bem para aquilo senhor Arruda… O senhor que tem estudos, diga-me lá se é preciso virem de Lisboa para botarem relva nas nossas pastagens, onde é que já se viu?”
Luís suspirou e fechou os olhos… definitivamente voltaria ao moinho sozinho, quando por fim pudesse conduzir!

Deixou passar um e outro fim-de-semana com receio que os novos donos o encontrassem a bisbilhotar na sua propriedade e, na verdade tinha muitos afazeres pendentes enquanto estivera retido no alpendre de perna estendida. Estacionou um pouco longe e caminhou até ao cabeço a pé.

Estranho… não terem vedado a propriedade. Sendo de Lisboa e tudo…

Tinham feito um carreiro empedrado que conduzia a um telheiro para os carros e mais adiante um quinchoso, como os mais antigos chamavam às suas pequenas hortas. Aproximou-se do moinho e sorriu ao verificar que a porta azul era efectivamente de madeira e não de alumínio. Dois renques de hortenses de um bem conseguido azul celeste ladeavam a entrada. Passou a mão pela parede e sentiu a finura da textura… Havia sido rebocado e pintado! Correu em redor do moinho e ficou parado, por muito tempo, debaixo da janela altaneira.
Ficou estático, atónito sem poder acreditar! Deu dois passos atrás e tropeçou numa mó. Ficou sentado quedo num pequeno jardim enfeitado com mós.

Agora percebo porque não foi vedada a entrada, agora percebo porque foi escolhido exactamente este local para fazer o jardim das mós, agora percebo…

O único sítio que não tinha levado reboco estava pintado em tons de lápis-lazúli: O coração com as duas letras entrelaçadas ganhara vida quando um pincel passara pelo sulco apaixonado gravado na pedra há mais de vinte anos…
Só podia!
Quem mais o faria…?

Ena, ena! Hoje sinto-me homenageado! Tinha tantas saudades que viesse a este sítio… esta brisa fresca faz-me bem para desentorpecer a meu reucártico… Mas o que é que ele está a fazer? A meter-me num envelope…? Não, não, NÃO! Que tenho trauma de caixas de correio! Homessa! Porque é que fez isto comigo? Não podia fazer isto comigo, pensei que iríamos ficar juntos até ao fim. Com franqueza, deixar-me dobrado e de costas para o bilhete dele, como posso ler o que lhe passou na ideia? Ainda bem que não fechou o envelope, sempre posso esgueirar-me. Ah! Até que enfim! Deixa-me desdobrar que não posso com dores… já tenho uma certa idade não posso ser tratado assim! Ora bem, deixa-me cá inspeccionar a correspondência: este logótipo é da Câmara que eu conheço bem. Deixa cá ver… Exma. Sra. Arquitecta Lara Abrantes? Espera lá… Será possível estar a acontecer-me isto? Estou a ficar emocionado! Eu nunca me conformei de não ter cumprido a minha missão… vou esperar pacientemente, só espero não ser tarde demais de novo… Que barulho é este? Alguém entrou em casa. Correio! Veja o correio! Não percebo, anda para dentro e para fora e nada de… Agora! O som da portinhola! Se ela não é quem eu penso, não sei que faça… Tanta luz! Estar na escuridão uma semana inteira, estou mesmo desabituado…! Ah!!! Estou em casa! Sou portador de boas novas! Sabe uma coisa? Esta é a melhor e mais gratificante finalidade para um postal… Então, então, então…?! Já parece o outro… Pare lá com os pingos!


Miguel e o Sol

Conto publicado no livro «CONTOS DE VERÃO» editado pela Coolbooks, 2004

por Ana Martins

senhor guarda não está a perceber!” Anita passava a mão pelo pescoço transpirado. Se ao menos aquele nó de angústia descesse… “Ele não vai chorar nem parecer desorientado.”
Os dois guardas costeiros entreolharam-se e Anita reconheceu o olhar mordaz. “Escutem, por favor, este é um caso diferente!”

«Não sei uma coisa…»

As mães têm cada uma! Como se não estivessem habituados a localizar crianças perdidas na praia durante todo o Verão! Claro que era diferente! Ainda para mais um menino deficiente é sempre mais fácil de localizar...
“…É que uma criança autista como o meu Miguel não tem medos – não é ser destemido, simplesmente não tem noção alguma do que possa ser perigoso, seja o lume, o atravessar de uma rua ou o saltar de uma janela.”

«Não sei uma coisa… aquele senhor disse que a água está boa, mas a água nunca é má, é só molhada.»

Um dos guardas papagueou: “Regra geral as crianças não costumam sair da praia porque estão descalços e caminham de costas para o Sol porque os incomoda nos olhos. Diga-nos antes a descrição dele, isso é que é importante.”

«Não sei uma coisa… a menina disse: ‘podes esperar sentado’ mas eu vou-me sentar aonde?»

As lágrimas nervosas saltaram nos olhos de Anita: “Não estão a entender… ele nunca se descalça porque a areia o incomoda e olha o mundo pela visão periférica… É como lhes digo, as reacções de um menino autista são sempre desconcertantes não há forma de se saber como vai reagir!”

«Não sei uma coisa… na segunda-feira dia 3 o Sol estava dentro da árvore, na terça-feira dia 4 estava ali, na quarta-feira dia 5 estava do outro lado, na quinta dia 6 não o vi e hoje está outra vez na árvore… para onde vai o Sol?»

Miguel havia voltado ao parqueamento exactamente ao local onde a mãe estacionara todos as outras tardes daquela primeira semana de férias. Sabia que o filho se entendia melhor com certas rotinas, absurdas na perspectiva de um qualquer dito normal, mas onde ficava mesmo a fasquia da normalidade…? Não custava nada tentar estacionar sempre no mesmo lugar – o que não tinha acontecido nesse dia, já estava ocupado. Não se apercebera que, ao sair do carro, quando agarrou o mão de Miguel que se tentara escapulir, ele apenas queria ir ver o Sol dentro da árvore. E como poderia imaginar? É tão improvável entrar em sintonia com as necessidades que povoam o pensamento do filho… Uma vez tinha saído de casa, completamente desinteressado pelas regras impostas, atravessado a rua movimentada sem olhar para os dois lados, apanhou uma flor encarnada no jardim da casa em frente e voltara, atravessando a rua, de novo, para ir ter à cozinha esticando a mãozita oferecendo-a com aquele sorriso lindo que sempre a desarmava. Ajoelhando-se tentou que a olhasse nos olhos. “Onde estava a flor?” Continuando a olhá-la como se transparente fosse, esticou o seu dedito apontando na janela o luxuriante arbusto vermelho da dona Rosa.

“Não compreendem? Ele não tem intenção de fugir e quando o encontrarmos não vai correr para os nossos braços em prantos! Estes meninos são diferentes! E digo-lhes já… Não adianta dizer para procurarem um menino deficiente porque no aspecto é igualzinho aos normais e, porque é crescido, ninguém vai achar estranho se o vir a deambular sozinho, e pior, se vão persistir em seguir as vossas regras… de uma vez, entendam que essas não são as dele!” Anita suspirou e concluiu entre dentes: “Já sabem que é para procurar, façam como entenderem eu estou a perder um tempo que é precioso e vou à minha vida.” Rodou os calcanhares e voltou ao ponto de partida: o chapéu-de-sol. Sabia que Miguel não o reconheceria à distância pela cor como seria natural a qualquer outra pessoa. Não estava lá. Respirou fundo. Fez um momento de pausa pôs as mãos nas fontes e tentou pensar como o filho. Se alguém tivesse realmente intenção de o encontrar teria primeiro de descer daquele palanquezinho de normalidade de que estamos todos tão imbuídos, quando nos damos como adquiridos e garantidos e simplesmente ver o mundo através dos olhos de um autista… É tão terrivelmente simples!

A pessoa autista não é uma linha recta: é uma montanha russa. Tem altos e baixos com as suas fabulosas particularidades e as suas profundas lacunas, quando menos se espera faz um rápido looping seguido de uma estonteante espiral e quando se está quase sem fôlego, depara-se com uma tranquila paragem logo seguida de uma descida vertiginosa.
É tão difícil ir na carruagem atrás...

Quais eram as últimas fascinações dele? Os carros. Olhou em volta e caminhou até à linha da água para ver se alguma outra criança pequena brincava com um camião. As crianças faziam castelos ou pulavam nas pocinhas recém construídas. Os cães. Miguel pedia-lhe todos os dias para ter um cão. Não avistou nenhum naquela praia pequena apesar de nessa tarde estar maré vazia e a praia ter o triplo do tamanho. Tinha sempre o cuidado de só escolher praias que pudesse varrer com um olhar para deixar Miguel em paz, para que ele não se apercebesse do seu constante desespero em saber sempre exactamente onde estava, o que estava a fazer, se estava bem e se não era inconveniente para com os outros. Enquanto fora pequenino vê-lo caminhar sem cuidado por cima das toalhas dos outros, apesar dos constantes reparos e ensinamentos, até era engraçado e as pessoas sorriam, mas a um rapagão com 12 anos não achavam piadinha alguma… via-se na contingência de ter de explicar a toda a hora que aquele menino calmo e tão bonito não era malcriado. Ah! Se já tivesse comprado um cachorrinho agora teria uma ajuda para encontrar Miguel.
Como poderia perguntar às outras mães se tinham visto o seu Miguel? Dizia o quê? Se tinham visto um pré-adolescente andar sozinho à beira mar? Quem repararia nele? Se explicasse que era autista ajudaria nalgum sentido?
Então autistas não são aqueles meninos que não falam e se fecham no seu mundo, isolando-se de tudo e todos? Que as Mães têm de se fechar com eles numa casa de banho e fazerem um Milagre de Amor?
Pois é, já chorámos todos a ver esse filme*, não foi?
Anita lembrava-se do momento terrível dessa palavra ter sido pronunciada pelo neurologista pela primeira vez, lhe ocorrer estupidamente que só tinha uma casa de banho...
Ser-se Mãe, Pai ou familiar de um menino autista – e fazer-se um Milagre de Amor, não lhes retira só uma casa de banho...retira-lhes a vida toda, tal como a conheciam.
Na praia não estava. Fazendo uma pala com a mão perscrutou de novo cara a cara, pessoa a pessoa. Avistou um dos guardas costeiros no pontão de binóculos. Uma onda mais atrevida apanhando-a de costas molhou-a até aos joelhos e acordou-a do seu torpor.
“Eu apenas andava ocupada a ensinar o meu filho a sorrir...” ouve-se a murmurar.
Estava com uma certa relutância em sair da praia porque sabia, Miguel voltaria assim que terminasse a sua aventura em busca de quaisquer pormenor que o tivesse desafiado. Se ela saísse da praia poderia ficar desorientado por não a encontrar… ou talvez não. Como poderia saber…?

Recordou-se que nos livros leu que o Autismo é a deficiência mais difícil de lidar em família. Como Mãe, continua a achar que é poupada à dor de ver no seu menino um qualquer síndrome estampado na cara e que aí sim, estará a maior dor. Mas nunca poderá aferir mesmo, pois não? Dizem os autores que ao autismo se viram mais as costas até porque não entendem a criança, os pais, os motivos, e as reacções. Dizem que os pais formam uma redoma protectora em torno da criança e também eles de alguma forma se isolam do mundo de tanto a edificarem. Anita diria mais. Não há outra opção. Qualquer Mãe ou Pai digno desse nome puxaria a si esta guerra desleal e procuraria encontrar o olhar e o sorriso do seu filho, até se disso caso fosse, do outro lado do mundo... ou apenas dentro dele. Desatar a pontinha do novelo e puxar, puxar uma a uma cada aquisição por mais tempo e energia que nos consuma – porque consome. Até à Alma. Sabe, mas ainda assim, não tem outra opção. Porque virar costas não é opção, porque é o seu bebé, o filho que não sonhou assim mas que ama tanto, tanto que não concebe a ideia de ser de repente... normal… afinal poderia ser uma criança melhor, mas não seria este, o seu, o que ama mais que à Vida, até ao Céu e mais Além...

Anita andava muito ocupada, presa na gigantesca casa de banho que a sua vida se tinha tornado...
Mas, felizmente, o seu filho já aprendera há muitos anos a sorrir.
Tem o sorriso mais lindo do mundo.

Voltou-se para o mar. Felizmente para esse lado sabia que Miguel não iria. Estava de ténis e meias, não gostava de se molhar. Fez um sorriso tonto ao recordar que o seu bebé grande estava a tornar-se um adolescente: Não gostava de tomar banho, portanto não se molhava na praia para poder argumentar que não se sujara, tal como nesse Inverno tinha resistido para deixar de frequentar a hipoterapia – depois dos cavalos tinha de tomar banho. Fora uma trabalheira para conseguir entender e fora tão fácil depois de, com muita subtileza, readaptar os hábitos de higiene.
Era assim com Miguel.
A total ausência de malícia.
Não adianta tentarmos a via das meias palavras ou do implícito: ou está especificado ou um autista não atinge.
O drama de Anita enquanto Mãe é entender determinados procedimentos do dia a dia tão desconcertantes, entender as suas motivações, às vezes tão assustadoramente simples e tão pouco óbvias, minimizar excessos...e ainda ter de os justificar a quem nos rodeia por serem tão estupidamente disparatados. É a primeira a puxar pelos comportamentos socialmente aceites, porque é neste mundo que ele irá viver, mas continua a ser uma dor muito profunda não saber explicar o filho aos olhos dos demais...
O limiar entre o que está correcto, no fio da navalha ou completamente desadequado é por vezes tão ténue que é difícil saber...nem Anita por vezes entende as motivações do seu filho...às vezes é apenas uma porcaria de uma carica ou um estúpido tubinho de m&m’s para os demais, mas vital para Miguel.

É assim uma criança autista:
#1 Linda. Anita dizia de brincadeira que Deus ou o Mundo quiseram poupá-la à dor de um qualquer outro síndrome estampado no rosto, deixando nos seus braços uma criança muito bonita. É mesmo um traço comum nos autistas: São todos muito bonitos.
#2 Desconcertante. Às vezes Anita pensava que esta era a factura a pagar pela sua beleza... Quantas vezes o filho está carinhosamente a beijá-la e com um dos braços delicada e suavemente a empurrá-la, impondo um reservado distanciamento... Não a olha nos olhos... Tristemente costumava afiançar: Nunca completamente o sentia verdadeiramente seu.

Baixou-se e molhou as mãos. Abanou-as por uns momentos dentro da água fresca e cristalina, fez uma conchinha e molhou a cara. Respirou fundo. O Miguel saíra da praia. Os carros. Podia ter visto um modelo que gostasse ou uma matrícula que lhe suscitasse o seu interesse. Anita esquadrinhou mais uma vez a praia antes de caminhar apressada para junto dos carros estacionados. Àquela hora já iam até à falésia. Hesitou entre o estacionamento e a arriba… Miguel não tinha o menor temor das alturas. Sorrira ao lembrar-se de ter estado com ele naquele ponto na falésia, ao pôr-do-sol, na primeira tarde daquela semana de férias, a fazerem bolinhas de sabão da cor do arco-íris, como poeticamente dissera o filho.
Num momento de grande tranquilidade, enquanto sopravam bolinhas que voavam até à praia e conversavam serenamente, Anita apercebera-se que, pela primeiríssima vez, os dois, Mãe e filho, se estavam apenas e somente a divertir.

O guarda costeiro aproximou-se perguntando-lhe se estava mais calma. Anita ficou de novo irritada com a abordagem. Aquele olhar condescendente tirava-a da sua habitual pacholice. Desta vez fora mais cáustica: “A forma como organizam o mundo e a compreensão dele parece-nos vedada, mas se tentarmos ver com os seus olhos – e não estou a dizer de todo sermos ou tentarmos ser autistas, mas simplesmente parar de pensar com a nossa forma inteligente e deixarmo-nos entrar naquela onda... às vezes, só às vezes conseguimos ter um vislumbre de algo terrivelmente básico, contrariamente ao imaginado, nada elaborado, nada pomposo, nada bizarro. É simples o mundo do meu filho e é nisso que estou a pensar: se eu fosse o Miguel porque é que teria deixado a praia?”
O guarda continuou cheio de sensibilidade: “A senhora sabe como é… os deficientes vão com desconhecidos com muita facilidade.”
Anita continuou cada vez mais irritada: “Conforme já lhe tentei explicar, a si e ao seu colega, estes meninos são especiais. O grande problema deles é na gestão das suas emoções, é na relação com os outros… o meu Miguel não fala com desconhecidos, nem deixa que lhe toquem quanto mais ir onde quer que seja!”
Anita fez menção de se afastar para ir procurar para o lado da escarpa mas o guarda reteve-a: “Eu estou destacado, fico por aqui caso ele apareça, não vá fazer nenhum disparate, a senhora acha que ele poderá eventualmente pensar nisso?”
Anita virou-lhe as costas.
Era perder tempo com um calhau com olhos maior que aquela escarpa toda!
Esta ideia instituída que um deficiente é um doente mental perigoso e alterado exasperava-a. Era urgente ir para a frente com aquele projecto de dar a conhecer o que vem a ser o Autismo ao mundo dos outros ditos normais…
Espreitou pelo meio dos carros. Ouviu ao longe a voz do outro guarda costeiro que gritava pelo nome do seu filho. Abanou a cabeça. Mas seria possível? Miguel nunca responderia ao chamado de um estranho, ainda que ele soubesse que nos senhores das fardas podia confiar…
Mas à voz dela responderia… ou não.

“MIGUEL!!!” gritou.

Mas nem assim era tão linear.
Os autistas são terrivelmente literais, costumava brincar com isso dizendo:
“A cabeça do meu filho é «literalmente literal»: Se dissermos ‘volta já para trás’ ele volta... em marcha-atrás...
Esta forma tão própria de entender o mundo roça por vezes o surreal de tão divertido. As gracinhas que outras Mães contam são tão diferentes das suas... Como pode, ao acabar de contar uma das histórias engraçadas, fazer entender que sim! é hilariante, e sim! o seu sentido de humor tem evoluído de uma forma muito tonta, acompanhando a estranha forma de observar o mundo que o seu menino tem...?
Anita soltou uma risada, enquanto limpava as lágrimas de raiva que o guarda lhe tinha provocado, quando se recordou do passado dia 1 de Abril. Explicava ao filho o conceito, com todo o teor de brincadeira em torno do dia, acabando por dar muito ênfase de forma a assegurar-se que ele realmente entendia. Por fim Miguel olhou-a bem nos olhos e disse de uma forma clara: “Filha da p...!” Anita susteve a respiração enquanto abria muito os olhos. Ainda antes de ter tempo de “ficar ralhada”, como costuma dizer, Miguel exclamou decidido, desarmando-a: “Então??? É mentira, não é?”

“MIGUEL!!!” gritou.

Anita não cederia o seu lugar de Mãe a ninguém. Este seu menino especial era por vezes tão doce quanto hilariante e sem se dar conta, ensinara-a a rir-se de si mesma e a entender o que é importante. Os pais destes meninos crescem como pessoas, baixam umas quantas rotações ao habitual estilo de vida, retiram da prateleira para porem na mesa-de-cabeceira aquele livro do menino que desenhava jibóias e descobriu que amar é saber renunciar.
E renunciam.
Ao sonho lindo de cada Mãe e de cada Pai para o seu menino. Deixa de ser importante o que irão ser quando forem grandes e passa a ser vital como estarão no dia a dia.
E amam.
A sua criança, tal como ela é.

“MIGUEL!!!” gritou.

A mancha cor de laranja chamou-lhe a atenção.
O coração inundou-lhe o peito, respirou fundo pensando não conseguir respirar e pensar em simultâneo. Só tinha passado um quarto de hora no entanto parecera uma vida inteira. Ela sabia que o encontraria.
Anita aproximou-se primeiro a correr, depois, confirmando à distância que estava bem, sentou-se no chão e ficou por muito tempo uns metros atrás dele a observar o filho, tentando entender.
Miguel estava agachado de cócoras com os braços enclavinhados numa posição peculiar como se estivesse num inacessível habitáculo, mas muito usual para quem o conhecesse.
Estava a olhar para cima. O que é que ele estaria a ver?
Depois reparou que ele estava acocorado debaixo de uma árvore. Teria tido calor demais na praia? Ele incomodava-se tanto. Reparou que estava no sítio onde costumava estacionar. Seria isso? O que é que ele estaria a ver? A sentir?
Recordou aqueloutra batalha, talvez a mais laboriosa ao longo dos anos.
Olhar nos seus olhos demorou mais anos do que alguma vez pensara: oito anos. Durante oito longos anos repetiu, muitas vezes todos os dias, que queria ver aquelas azeitoninhas pretas tão lindas, mas ele persistia a olhar-lhe como que para a nuca. Não fazia contacto visual. Um dia quando o foi buscar à escola como o faz diariamente. Estava excitadíssimo para lhe contar algo... Como qualquer outra criança, contou-lhe tudo ao detalhe atropelando-se no relato. Não perguntem o que disse, mas Anita ainda se lembra da brisa fresca na cara naquela tarde: estava tão entusiasmado que a olhou bem a direito com aquelas lindas azeitoninhas... Essa foi a primeiríssima vez em oito longos anos. Nem podia acreditar! Ficou inundada por um momento de pura felicidade e...tudo, tudo nesse momento fez sentido.
É assim com uma criança autista: cada aquisição é uma batalha absolutamente isolada. Repete-se muitas vezes todos os dias as mesmas frases, os mesmos pedidos, e num momento brilhante, chega lá. Uma batalha. Solitária, desoladora e desgastante. Sabe que possivelmente haverá batalhas que não atingirão jamais, mas nunca o poderá saber se desistir e cruzar os braços, pois não?
Uma batalha por aquisição. Continua-se.
Hoje Miguel estabelece contacto visual com Anita. Por vezes ainda tem que lhe pedir... Com as outras pessoas também já consegue, mas muitas vezes tem de ser solicitada a sua atenção, e nem sempre o faz. Mas essa… essa é apenas outra batalha.
Ficou sentada nas pedras até sentir-se desconfortável.
Aproximou-se por trás e enlaçou-o num abraço tentando não o apertar quanto queria. “Olá biscoitinho” Miguel aninhou-se no mesmo momento que meneava o pescoço para se libertar: “Tens o Sol no corpo” disse apenas.
Anita sorriu. Estava habituada a descodificar as mensagens cheias de poesia do filho. O corpinho dele estava fresco de estar à sombra, devia estar a dizer que o dela estava quente. Ainda no outro dia tinha feito uma analogia engraçada com o Sol.
Havia dito: “Mãe?... Porque é que o Sol hoje ficou a dormir? Mandou a mulher dele, foi?”
Anita sorrira ao perguntar: “A mulher dele...? A mulher dele, a Lua?”
“Não! A chuva, é claro!”
“Claro…”
Claro que falar obsessivamente de carros do lixo grande parte do dia ou casar o sol com a chuva, não é normal, não nos nossos parâmetros de normalidade, mas... por momentos ocorre a Anita a história do «rei vai nu»...é tudo tão relativo, não é???
Abraçou-o com mais força antes que o rejeitasse e falou-lhe ao ouvido: “Filho, queres ir até à praia fazer o nosso piquenique como tínhamos no nosso horário ou queres ir embora?”
Miguel deu a resposta previsível: “O horário.”
Esgueirando-se do aperto materno levantou-se. “És fofinha.” disse olhando-a nos olhos. Anita conteve as lágrimas. Perguntou-lhe porquê e não o deixou escapar à resposta. “Porque me compras carrinhos, porque me contas histórias, porque és tu que me vais buscar à tarde à escola todos os dias, porque arrumas o meu quarto, porque me ensinas a crescer”
Não pode deixar de se sentir melhor, afinal as regras não foram todas para um saco sem fundo, o filho confia em si e até sabe que apesar de tudo lhe conseguiu incutir bons princípios, que tem um bom menino como filho, educado e disciplinado.
De passagem tinha avisado um dos guardas que já tinha encontrado o filho. “Estava a ver carros” dissera apenas antes de agradecer a ajuda.
Passaram o resto da tarde tranquilamente a jogar cartas ou dominó debaixo do chapéu-de-sol sem que nunca Anita mencionasse o incidente.
Nesse dia ficaram até bastante tarde na praia. Miguel estava de cócoras a olhar o pôr-do-sol.
Anita observava-o em silêncio.
O que lhe passa pela cabeça? Estará a pensar no quê? Porque é que o mar o está a fascinar tanto?

«Não sei uma coisa… O Sol estava na árvore agora está ali engolido no mar…»

Já iam no carro quando ouve a vozinha dele do banco detrás perguntar-lhe:
“Mãe?... Onde mora o Sol?” e enquanto Anita pensa numa resposta, ele encontra-a: “O Sol mora no Pôr.”


* Referência ao filme “Son Rise” (Milagre de Amor), a estória de uma família americana em que a mãe se dedicou numa senda intensa para educar, ela mesma, o seu filho Ron num método exaustivo e inovador que consistia em retirar-lhe todos os estímulos que o pudessem distrair fechando-se com ele num W.C. todo branco para que se pudesse apenas focar no que lhe estava a ser ensinado. Fê-lo durante anos, contra tudo e todas as opiniões, mas muito, muito tempo depois o seu filho aprendeu.


Ricardina a girafóide mais girafina

Era uma vez uma girafóide chamada Ricardina que se sentia muito sozinha no prado verde. Todas as outras eram do mesmo tamanho, tinham todas pintas iguais, por isso eram apenas girafas, só a Ricardina era diferente. Um dia Ricardina resolveu passear bem longe daquele prado verde onde todas as girafas tinham pintas iguais. Tanto passeou que foi ter a um jardim encantado. Nesse jardim não havia nem uma única girafa. Achou muito estranho, pois se havia girafas em todos os jardins!!! Naquele jardim, por ser encantado, era especial. Naquele jardim só havia um leão, com muito, muito pêlo e crianças, muitas crianças! As crianças não eram como as girafas, pensou a Ricardina, não tinham pintas, nem tinham os cabelos todos iguais, eram apenas e só, tal como ela, um ser diferente. Resolveu a Ricardina espreitar por uma janela colorida. Estavam lá dentro muitos meninos a pintar bolinhas e mais bolinhas. Que bom!, pensou a Ricardina, pode ser que consigam com tantos pincéis e tintas desenhar umas bolinhas parecidas com as pintas que eu tanto quero ter para que eu seja mesmo uma girafa a sério!
A Ricardina entrou no atelier das artes e disse: «Olá meninos!» e os meninos disseram logo: «Olá Ricardina!» A girafóide chamada Ricardina ficou imediatamente feliz: Aqueles meninos eram seus amigos, pois se até sabiam o nome! «Posso pedir-lhes um favor, meninos?» pediu com um sorriso e os meninos a pintar, disseram logo: «Claro que sim, Ricardina!» Timidamente, explicou que era uma girafóide porque não tinha pintas e como gostava de ser diferente, assim como as outras girafas. Foi a vez do Pedro rir muito. «Ah Ah! Queres ser diferente e igual a todas as outras...? Dizes cada disparate!» Os meninos continuaram a pintar, mas o Kiko perguntou: «A Ricardina queres pintas?» e abanou a cabeça. «Vais abrir a porta à Ricardina que a Ricardina queres ir embora.» A cara da girafóide ficou tão triste que o Pedro fez uns olhos novos para ela e depois de lhe limpar uma lámigra fez um nariz novo porque o antigo estava muito espirroso. A Sílvia perguntou: «Então queres mesmo que os meninos te pintem muitas pintas?» mas o Nando Jorge disse logo de seguida: «O comboio para ser diferente vai partir da estação!» A Ricardina olhou para os meninos todos que nem tinham os cabelos todos iguais e ficou a pensar, a pensar. Há tanto tempo que desejava de ser uma girafa que nunca tinha olhado no espelho. Se já havia tantas, os meninos tinham razão, não podiam haver tantas e ainda querer ser diferente, ser uma girafóide já era mesmo, mesmo ser única e ainda ser original!!! Ricardina contou aos meninos como ficava triste porque as girafas não eram suas amigas. A Sílvia, que era muito alta e crescida, sorriu e disse com muita calma: «Importante era ensinar às outras girafas a respeitar que podem existir no prado verde todas as girafas do mesmo tamanho, com todas pintas iguais e uma girafóide.»
Depois explicou o Pedro: «Ó Ricardina, mas tu és linda como uma fulor, não precisas de pintas para seres mais linda!» O Kiko também falou: «A Ricardina não queres ir embora, a Ricardina queres ser amiga dos meninos!» Todos os meninos levantaram os olhos dos seus trabalhos e sorriram à girafóide que ficou muito corada. «A Ricardina é girafina!» gritou o Nando Jorge e logo começou a bater palmas com os outros meninos todos. A Sílvia sorriu tranquilamente e explicou à Ricardina que os amigos são especiais, por isso se podem escolher os que queremos para nós. Como se sentia muito feliz, a girafóide Ricardina convidou os novos amigos: «Querem ir a um passeio, não andar na carrinha, mas voar nas minhas costas?» «Vamos passear ao Alvito?» perguntou a Graça e os meninos disseram logo: «Vamos!» Então sentaram-se nas costas da Ricardina a lá foram a voar e a cantar tão grande a música que a Graça gosta: tan-tarantan-tarantan-tarantan... tarantan-tan!... e foram para o Alvito ouvir a máquina de discos vermelha que lá estava. Ricardina ia todos os dias ao jardim que por ser encantado, era especial. Verdadeiros amigos? Sim, era o jardim onde estavam os seus verdadeiros amigos. Ricardina tinha aprendido bem com os meninos e os crescidos. Agora tinha muito orgulho em ser a girafóide mais girafina do prado verde e do jardim encantado.
Então, todos os dias, levava os seus novos e verdadeiros amigos a passear, e... voava, voava sempre muito suavemente, de manhã até à noite, por entre a Fofa e as nuvens molhadas.


Inusitado

Artur esboçou um sorriso. “Senti-te chegar quando ouvi as tuas pisadas na areia da praia”, brincou enquanto ela pousava as sandálias, aninhando-se para lhe acariciar o cabelo revolto e beijar a testa sardenta.
Abanando a cauda como um chicote, Sol voltou com o velho tronco, largando junto do casal, desta feita é ela que o atira. Arfando e rodopiando, enche-os de areia, enquanto corre de novo no seu jogo favorito.
“Soubeste?”, pergunta a medo, e ao simples acenar de cabeça o abraço fica mais profundo. Sabê-lo inevitável, não o torna mais leve.
O velho Sol regressa saltitante, para um jogo que nenhum tem vontade de continuar.
Artur aninhou-se mais no seu colo, pois só sabia chorar assim, enclavinhado, soluçando baixinho.
Afinal o que é um melhor amigo? Poderia ser como nos chavões manhosos: o Sol, mas não neste caso. Artur acreditava nas pessoas. Quando estava avec son ami Michelin, como jocosamente tratava a proeminente barriga do desregrado amigo, eram dois miúdos crescidos. Coma. Uma cama de hospital por meses demais. Não era só a vida do amigo que estava em suspenso, a dele também. Não tinha tido culpa. Diziam-lhe médicos, terapeutas, psicólogos, advogados, os amigos, até a família pré-enlutada em vida.
Dormente.
Anestesiado.
Soluçava perceptivelmente, agarrando-a, com força, num abraço desatinado.
Afagando sempre o seu marido, as lágrimas escorriam-lhe silenciosas pela cara sem saber se, pelo amigo, se pela forma como este acidente tinha derrubado o seu doce amor e trancado toda a sua habitual vivacidade. O seu marido não poderia continuar a arcar uma culpa que não tinha, nunca teve. Não era o Artur que ia ao volante, era son ami Michelin, sempre audaz e destemido, brincalhão e distraído... não tinha o cinto posto, isso sabiam, daí a violência do impacto, mas quem poderia saber o que realmente aconteceu? Artur contava incessantemente como não se dera conta do carro que embatera de frente até ao último momento e, pensava, o seu amigo também não.
Como poderiam saber qual a percepção do amigo dele se continuava ali, silenciado, naquela cama de hospital?
Não tinha álcool no sangue, aliás nenhum dos três tinham, nem Artur nem o outro condutor que nunca chegou a soprar o balão. Soube-se depois pelo resultado na autópsia. Morte imediata. Já tinha sido cremado e Artur insistia em continuar a assistir aquela pobre família tragicamente enlutada. Podia ter sido um deles, ainda podia vir a ser o seu amigo e ele é que ironicamente ia no lugar do morto...?!? Mil vezes daria a sua vida para que não tivessem embatido, mil vezes trocaria de lugar com qualquer um deles, impossível experimentarem uma dor maior do que a que carregava nos ombros. O outro condutor deixara filhos pequenos, mulher nova e desorientada com este novo horizonte.

Até hoje ao final da tarde.

Chorava já convulsivamente, como nunca o tinha feito. O firme abraço, esse era agora enconchavado. Ela retribuía silenciosamente. Não havia nada que pudesse dizer. Apenas estar.
Enquanto acariciava o seu amor sem ousar consolá-lo, entrou em meditação, talvez conseguisse passar-lhe a sua paz. Questionava-se frequentemente: teria mais paz, o outro condutor ou o amigo em coma? O que se sentiria ao percepcionar que se vai embater de frente e morrer? Dará tempo, como se costuma falar, de rever mentalmente toda a vida? Como será entrar em coma? Dizem, quem acorda do coma, que é uma grande mancha de nada.
Não se pode dizer que a vida pára, apenas a dessa pessoa, todo o Universo continua o que tem de fazer limitando-se a introduzir uma nova rotina: esperar pelo acordar, ou não. Não foi o caso do seu amor. Artur deixou de viver todos esses meses, permanecendo mais fiel que o seu cão Sol, na cabeceira do amigo, vegetando acordado como ele ali estendido.
Continuando a acariciar-lhe suavemente o cabelo despenteado, sentiu que o cansaço o vencera, havia noites demais que não parava, e Artur adormeceu no seu colo. Por fim também descansava.
Respirou fundo. Como iria reagir agora? Foi-lhe tão difícil estes meses avec son ami Michelin, era um bom sujeito, solteirão, de bem com a vida, parecia adivinhar que tinha de a desfrutar com sofreguidão. Incomodava-a o excesso de atenção que Artur dispensava à jovem viúva e aos filhos do falecido, tentava racionalizar o seu medo e angústia e permaneceu firme a seu lado durante o seu longo e penoso coma acordado. Agora sim, estava temerosa, se Artur acordaria do seu coma ou tomaria outro rumo. Por vezes é mais fácil fugir e recomeçar tudo bem longe que enfrentar a nossa dura realidade.
Tentou relembrar os ensinamentos da sua sábia mãe, que ninguém pertence a ninguém, se o seu amor lhe fugisse das mãos, era porque não lhe pertencia o permanecer gostoso que tinham juntos. Tentava ser racional e não pensar naquela jovem viúva que a fazia recordar com menos dez anos. Era assustador. Seria ciúme. Era posse, sabia, mas amava o jeito meigo, carinhoso do Artur e não tinha vontade de o perder, contudo, tinha perfeita consciência que amar verdadeiramente, como amava Artur, é muito mais que possuir, é saber abrir mão.
A maré subia e as ondas já lhe salpicavam a cara. Não chorava mais. Apesar da dor que estava a sentir, estava tranquila e olhando o céu entregou para Deus o seu futuro. Não iria prender Artur, adorava-o, estaria presente para que não caísse, mas assim que caminhasse, ele tomaria o seu rumo, fosse com a viúva fosse como entendesse. Seria Amar dar sem prender, sem querer receber nada em troca? Amar afinal não tem a ver com posse?

Artur acorda no abraço há muito desfeito. Senta-se e, em silêncio, sacode a areia das mangas. Virou-se para a encarar nos olhos: “O gajo esteve aqui” disse por fim, “no meu sonho, mas esteve aqui”, e procurou-lhe as mãos. “Sabes? O gajo mandou-me viver por ele, o parvo!” e ria como quando estava com o amigo. “E eu, este tempo todo a querer morrer por ele!”


num destes dias frios de Janeiro... "morreste-me"

Queria poder ir às compras, almoçar, telefonar, discutir, chorar e rir.

Quisera poder abraçar uma vez mais que fosse, de tantos abraços deslaçados, evitados, perdidos. Perdidos.

Quisera poder contar segredos, partilhar diabruras e desfrutar momentos bons, maus, todos...

Queria não ter de o pedir a cada dia do ano.

Queria tanto que esta dor fosse, nos deixasse paz.

Quero o seu arroz doce, a carícia da sua mão perfeita pelo meu cabelo, ouvir o som da pulseira batucando pelo corrimão da escada e não correr feita tonta para cumprimentar somente a vizinha que chegava... queria rever o sorriso contido de menina nunca mulher, queria que tivesse visto como me tornei mulher, mãe também, queria demais que conhecesse o seu neto. É lindo, sabe? Uma pureza tão grande que me desconcertou, quis tanto a sua ajuda...

Queria que chegasse a avó, já não é só o meu... Tanto neto sem colinho da avó Isabel, sempre menina, nunca mulher, nunca avó.


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