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Site Oficial de Ana Martins

Digo-o muitas vezes – o tempo de escrita é diferente do tempo de publicar. EVO. O meu primeiro livro. Uma bonita história de Amor. Uma palavra escrita de igual forma e significado em Português e em Castelhano. A vontade de só o publicar muito mais tarde na minha vida.

Engraçado como olhando para trás vejo que tanto no Autista, quem…? Eu? como no Mal Me Quero foram desafios propostos por outras pessoas, em ambos os casos houve bastante insistência antes de eu abraçar a ideia de escrever sobre temas polémicos e hoje ser conotada enquanto escritora das causas. Não me revejo nesse papel. Serei uma mulher de causas, mas não uma escritora agrilhoada a temas. Gosto de escrever livre, pelo puro prazer de escrever.

Em Dezembro de 2010 saiu editado o meu livro MAL ME QUERO e eu já com a minha cabeça dois livros adiante, mas ainda a terminar o próximo romance. E largo tudo para pegar novamente no EVO o primeiro manuscrito!? Complicado? Voracidade? Se vivo no fio da navalha? E eu lá queria uma vida simples? Há umas palavras numa música que Djavan canta: «se eu tivesse mais alma para dar eu daria isso para mim é viver». - É isso!

Sendo Evo cronologicamente o meu primeiro livro e como o decidi guardar, evitando a publicação até um improvável dia mais tarde na vida, décadas depois - Evo sai da velha caixa de 30x40 em Dezembro de 2011 pela editora funQI.books - resolvo-o sem mexer no texto inicial: dou-lhe uma roupagem de contemporaneidade ao juntar um inusitado narrador que abraça e respeita o que a menina escreveu, mas nos revela com mestria a mulher que hoje escreve. Gostei da forma como o resolvi. Transformado em meu primeiro-quarto livro, Evo não foi reescrito, Evo foi acabado!

Continua sendo engraçado como, mais uma vez, foram os amigos que continuadamente me disseram ao longo destes anos: "Publica o Evo, pá!" tal como uma pessoa sempre me pediu para um dia escrever esta bonita história de amor.
Acato e aceito sempre um bom desafio. A todos os meus livros assim os considero - provas superadas.
Do que gosto? De escrever livros diferentes – na minha cabeça tenho vários prontos apenas não escritos. Não gosto de títulos vagos com ideias dispersas. Agrada-me a ideia de cativar um leitor num só olhar. Gosto de abordar temas diferentes, entregar-me a projectos ousados, e não de escrever sempre o mesmo livro com palavras desiguais.





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