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Ana Martins regressa com o seu mais recente e apaixonante trabalho: "Ao Km 32”, é o título do novo romance da escritora. 
O livro “Ao km 32” conta, através da história de amor das personagens Hala e Wael a guerra na Síria, e mais do que o drama dos refugiados que se vê na TV ou se lê nos Media, a autora aborda com elegância e subtileza o que não se vê, o não se conta: tráfico humano e de órgãos, as controversas travessias de barco para as praias gregas, dá-nos conta da fuga pela vida até à liberdade, da busca dos que estão bem pelos seus desaparecidos, a superação para além de todas as adversidades, sem nunca perder o prumo de conseguir contar a guerra com amor. "Ao Km 32" é, acima de tudo, uma história com muito amor: é através do sentir absoluto de Hala e Wael que a autora nos conta a guerra, tira-nos o fôlego numa criativa maratona de emoções até ao desfecho, traz-nos um romance apaixonado que começa e termina com a mesma palavra: AMOR! 

SINOPSE: 

E se, por um engano, toda a sua vida for alterada? Quando o amor feliz de Hala e Wael é marcado pela dor da separação abrupta em tempo de guerra, é a esperança tque os move e faz acreditar. A travessia pela paz até à liberdade de tantos refugiados, vidas ficcionadas pela autora colocadas em cenários concretos e reais repletas de momentos inesperados nas piores adversidades, conduz as personagens deste romance por um ciclo infindável de retorno positivo a actos diários e rotineiros. Ao Km 32 é um trabalho repleto de investigação que presenteia o leitor com a imaginação e o olhar peculiar da autora. É, acima de tudo, uma história com muito amor: é através do sentir absoluto de Hala e Wael que a autora nos conta a guerra, tira-nos o fôlego numa criativa maratona de emoções até ao desfecho, traz-nos um romance apaixonado que começa e termina com a mesma palavra: AMOR! 

Ana Martins gosta de escrever sobre temas irreverentes, escolhe fazer livros diferentes, que amiúde levam os seus leitores do riso solto à lágrima contida, sempre numa envolvência sublime que os faz devorarem cada uma das suas obras sem conseguirem fazer pausa. 

Dos seus romances anteriores destacamos “Evo (ou amar para sempre)” que oferece uma leitura apaixonante sobre a influência do primeiro grande amor, em “Mal me Quero” é através do formato de pequenos contos que viaja sobre as vertentes da violência doméstica, ou em “Autista, quem…? Eu” faz um mapeamento de como interpretar e viver com a diferença e a deficiência.

Ana é também conferencista, destacando-se em especial os inúmeros convites para palestras nas escolas com as temáticas - autismo, violência no namoro, e o tema que mais a apaixona: desafiar os alunos de formas inusitadas no gosto simples que dá o uso de um livro.
(imagem enviada por uma aluna, após uma palestra) 


Digo-o muitas vezes – o tempo de escrita é diferente do tempo de publicar.
Publico o Ao Km 32 já com a cabeça a fervilhar com o próximo romance!

Evo. O meu primeiro livro. Uma bonita história de Amor. Uma palavra escrita de igual forma e significado em Português e em Castelhano. E a vontade de só o publicar muito mais tarde na minha vida. 

Engraçado como olhando para trás vejo que tanto no Autista, quem…? Eu? como no Mal Me Quero foram desafios propostos por outras pessoas, em ambos os casos houve bastante insistência antes de eu abraçar a ideia de escrever sobre estes temas polémicos e hoje ser conotada enquanto escritora das causas. Não me revejo nesse papel. Serei uma mulher de causas, sem ser uma escritora agrilhoada a temas. Gosto de escrever livre, e sim, escolho histórias e temáticas irreverentes pelo puro prazer de as escrever. 

Em 2004 sou publicada pela primeira vez em Contos de Verão, fruto de um concurso que ganhei - duas vezes - pelo que esse livro tem dois contos meus.
Em Outubro de 2006 sai editado o meu primeiro romance Autista, quem...? Eu? e saiu de mim em 15 dias. Terá sido catártico? Penso que foi uma "pesquisa" que já tinha em mim, fluiu simplesmente. 
Em Dezembro de 2010 sai editado o meu livro Mal Me Quero e eu já com a minha cabeça dois livros adiante, mas ainda a terminar o próximo romance. E largo tudo para pegar novamente no Evo o primeiro manuscrito!? Complicado? Voracidade? Se vivo no fio da navalha? E eu lá queria uma vida simples? Há umas palavras numa música que Djavan canta: «se eu tivesse mais alma para dar eu daria isso para mim é viver». - É isso!

Sendo Evo cronologicamente o meu primeiro livro e como o decidi guardar, evitando a publicação até um improvável dia mais tarde na vida, décadas depois - Evo sai da velha caixa de 30x40 em Dezembro de 2011 - resolvo-o sem mexer no texto inicial: dou-lhe uma roupagem de contemporaneidade ao juntar um inusitado narrador que abraça e respeita o que a menina escreveu, mas nos revela com mestria a mulher que hoje escreve. Gostei da forma como o resolvi. Transformado em meu primeiro-quarto livro, Evo não foi reescrito, Evo foi acabado!

Continua sendo engraçado como, mais uma vez, foram os amigos que continuadamente me disseram ao longo destes anos: "Publica o Evo, Ana!" tal como uma pessoa sempre me pediu para um dia escrever esta bonita história de amor.
Acato e aceito sempre um bom desafio. A todos os meus livros assim os considero - provas superadas.

A continuação do livro Autista, quem...? Eu? que tanto me pedem os leitores do primeiro, na verdade estaria quase pronto, mas... não sei se algum dia sairá do disco rígido, do canto escuro dos guardados para onde o remeti. Voltar ao tema, seria voltar ao perigoso poço onde a Ana-Mãe quase se afundou e não sei se a Ana Martins permite à Ana Isabel semelhante mergulho.
Ao Km 32, publicado em 2017, foi em tudo diferente. Terá sido o livro que mais me afastei de qualquer chamada zona de conforto. Pesquisa exaustiva, conversas intermináveis, muito tempo parada sem escrever, apenas de pura reflexão, de perceber para onde queria deixar ir o livro, sendo que o primeiro pressuposto era contar a guerra com Amor. Consegui-o. É, acima de tudo, um livro com muito Amor!!

Do que gosto? De escrever livros diferentes – na minha cabeça tenho vários prontos apenas não escritos. Não gosto de títulos vagos com ideias dispersas. Agrada-me a ideia de cativar um leitor num só olhar. Gosto de abordar temas diferentes, entregar-me a projectos ousados, e não de escrever sempre o mesmo livro com palavras desiguais.





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