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sexta-feira, 10 de julho de 2015

Doer ou doer?

Sabe quando lemos uma frase, aqui ou ali, seja na net ou grafitada numa qualquer parede, que chama por nós? Quando até buscamos a autoria da mesma e depois ao encontrarmos perde o interesse, que nem é esse o nosso foco, porque o que vimos, a leitura que fizemos, é um outro filme? Eu foquei-me nesta palavra: "doer" 


Bem sei, leu certamente em português – "doer" (de dor, magoar) e contudo inserida na frase, a palavra é afinal em inglês "doer" (de fazedor, o que faz) – o que automaticamente posiciona tudo em duas acções ou posturas totalmente diferentes. 

Gosto de pensar em mim como uma mocinha "fazedeira", mas a ser completamente sincera, sei que muitas vezes não o fui, não o sou. No entanto olho para trás, para a pegada que deixo, e é real: um percurso estupidamente coerente colado a mim. E o sorriso, sempre um sorriso. 

Tenho, para trás, uma imensidade de vida de doer, a de dor, faz parte da massa que me moldou a ser a pessoa que sou hoje. O crescimento não é isento. Se fosse, as águas não mexeriam e tudo estagnaria numa alegre monotonia. A beleza de estar vivo, de sermos gente, vem da capacidade que temos de sentir, de pensar, de agir, de fazermos escolhas. Muitas vezes paralisei acometida de medos, outras deixei-me ir na corrente, mas sempre me travava com uma máxima para comigo: faz de conta que és corajosa, ninguém vai notar a diferença. E avançava. E de alguma forma superava os medos muito ou nada tolos. Durante anos supus que até a mim mesma enganava, por fazer de conta tempo demais, mas a determinada altura já se mesclava tanto o fazer de conta com o real... e realmente eu fazia. Doer de fazedeira. Nunca de dont'er. 
Ahhh, e sorria, nunca deixei - nem deixarei - de sorrir. 


quarta-feira, 13 de maio de 2015

AO, o irrevogável

Ocorre-me a ideia, no dia em que o malfadado e desacreditado acordo entra (entrará?) em vigor, chamar a que se aproxime aquela nossa palavra estragada - o irrevogável -  para que cumpra na plenitude a sua tão reclamada função, já que sustentando o irrevogavelmente irrevogável, o AO agora será finalmente irrevogavelmente revogado. 
Vá lá, é o que a malta quer, o que a malta pede, o que a malta luta, desde que esta aberração nos foi enfiada goela abaixo. É que já chega! Ó irrevogável, chega aqui para acabarem de vez com o AO! 
Para começo de conversa, aborreço-me ler as notícias matutinas e constatar que a data de hoje já foi revogada. Há destas coisas giras, movimentações palacianas em vésperas de eleições que me fazem sempre relembrar o conceito de sarcasmo, o tal que somos tão bem familiarizados... então a data foi 'irrevogadamente irrevogada' e de 13 de Maio foi chutada para canto, lá para Setembro, no dia do meu aniversário, ainda para mais??? Aiiii, não me estraguem o dia!
(podem ler a notícia na integra aqui) 
Na verdade, eu estou-me positivamente nas tintas se o AO for revogado, agora, amanhã ou depois, só quero que aconteça. Só isso. Limpem a porcaria que fizeram. Não quero mais falar deste assunto, insurgir-me, assinar petições, assinar de cruz o que diz o bzinho João Pedro Graça. Chega de escrever artigos destes e deixar de utilizar esta frase no final de cada um dos meus posts ou livros, só porque sim. 
Recuso-me ostensiva e olimpicamente! 
É mau? É. Se tem sido terrivelmente mau para os miúdos que desaprenderam e vão ter de ser ensinados a escrever português de novo? Pois. Quanto mais tempo demorarem, nem quero pensar nas consequências principalmente para quem está a iniciar a sua jornada e a aprender a escrever errado.
Anne Frank escreveu: 

"O que é feito não pode ser desfeito, 
mas podemos prevenir que aconteça novamente." 

Revoguem o erro e dêem de vez com coragem um passo em frente, sem compadrios e interesses debaixo do pano que todos sabemos que existem. 
Chega!  
Apetece-me dizer em bom português, mandem o AO cagar à horta e limpar o cú às urtigas. 



quinta-feira, 10 de maio de 2012

Cor do Ar

Eu, Ana Martins, escrevo em mais que um local, em mais de um formato, em mais que apenas livros e artigos de opinião. Escrevo e muito, nunca me falta tema, nunca me deparo com páginas em branco, numa me deparo com o vazio. Adoro escrever, inventar personagens credíveis e dar-lhes continuidade. Não me imponho prazos de validade para uma personagem, vivem o tempo que têm de viver, o que têm de viver e aí eu sou soberana. Agora estaciono-me mais pelo meu Blog COR DO AR já as razões, os meus leitores saberão no tempo correcto, mas se quiserem acompanhar, aqui fica a ligação feita.

Um beijo,

Risqué Azulejo Português

Cor de Clareza porque gosto de tudo bem esclarecido.
Quem escreve este blog COR DO AR, sou eu, meu nome é Ana, (me chamam de Aninha).

Vou partilhar a história do apelido "Di"


Na verdade é um detalhe bobo, mas que foram dizendo ao longo do tempo e foi ficando. Sou Ana, a Aninha para meus amigos que acham que eu sou Di+++ (demais) #prontofalei


Essa é uma de minhas músicas favoritas e a dedico a este blog a que poeticamente chamei de Cor do Ar, apenas porque, para mim, não existem cores proibidas!!
Forbidden Colors - Ryuichi Sakamoto

E agora... gente! Sabem que meu cabelo é ruivo, que amo Di+ o arco-íris, e não partilho mais nada sobre mim!

Agora nós, em Português de Portugal,

A Di é uma das minhas mais recentes personagens, fará parte do próximo romance, que ainda estou a escrever. Posso apenas dizer que é uma jovem brasileira que veio para Portugal atrás do sonho de cantar e que trabalha como manicure no Bar de Unhas ou ZunhaBar "Cor do Ar" que dá o nome ao Blog. Claro que pelo facto de inventar uma personagem com essas características, não me faria inventar e alimentar um novo Blog se não o quisesse fazer (e faço-o com enorme gosto). Na realidade o campo da ficção dá a mão ao campo virtual porque essa vai ser uma mensagem que o livro vai conter - estamos no séc XXI e a comunicação e o saltitar entre as várias redes sociais e as diversas fontes de ligação estão cada vez mais estreitas e, hoje, ninguém online se sente verdadeiramente só. É um complemento à ligação olho-no-olho que no século passado queríamos acreditar não seria suplantado... já não penso da mesma maneira, não ajo da mesma forma, e sobretudo tenho a facilidade de passar para o plano não virtual, mas ficcional, povoado pelas minhas muitas personagens que a um clique na ponta dos dedos ousam cada vez mais a cada um dos meus livros publicados. E se eu era uma das autoras muito 'Velho do Restelo' em relação às novas tecnologias no virar do século, não poderia ter evoluído de outra forma tendo em conta o fascínio que em mim exerce a globalização e o poder que nos põem nas mãos, em cada uma das pontas dos nossos dedos. A recente campanha KONY 2012 dá-me razão, ainda que eu não saia do campo ficcional e as minhas inúmeras personagens sejam sempre irrepreensivelmente fruto da minha delirante e inextinguível imaginação.
Este livro que agora tenho em mãos é, para mim, um acto-parto difícil: Sendo a continuação do romance "Autista, quem...? Eu?", situo as personagens 5 anos depois. A Di entra no núcleo das novas personagens, a mais doce e leve - porque também um escritor precisa de uma mão leve numa empresa acentuadamente densa em ano de crise que se quer pensamentos frescos. A Di trará essa frescura, ao leitor e a mim que a escrevo entre todos as outras personagens.
Por fim, quero agradecer a imensa fidelidade de meus leitores que esperam ano após ano o parto deste segundo livro. Sei exactamente o que quero escrever e como o vou fazer, mas a insustentável leveza para o concretizar, essa, sinto-a agrilhoada. A personagem Di vai ajudar-me a encontrá-la.
Um abraço,



Se pretender seguir-me (ou à Di) no Blog "Cor do Ar" este é o endereço



terça-feira, 31 de janeiro de 2012

Evo na 2ª edição


Está já a chegar a 2ª edição do meu livro «Evo». 

Fico muito grata a todos que aguardam a sua chegada, de novo, ao mercado.
E porque o «Evo» é um romance que conta uma história de Amor eterno, quero-vos contar que o meu editor está a preparar uma surpresa para o mês de Fevereiro, já conotado em termos de calendário com o Amor, via S. Valentim (a minha opinião sobre calendarizar o Amor com uma data predeterminada é pública...), de toda a forma, agrada-me e sorrio à ideia de ver montras todo o mês de Fevereiro não só com o «Evo», mas dedicadas aos livros Ana Martins. Nas livrarias aderentes estarão todos os meus livros não só em exposição, mas com preço especial.
Aproveito para lançar o desafio a meus leitores que, caso estejam perante essas montras, me enviem uma fotografia que posteriormente as publicarei aqui. 
Eu? Continuo muito grata por me lerem!


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