terça-feira, 28 de novembro de 2017

Lançamento do Livro Ao Km 32

Queridos leitores a amigos!! 

É com enorme gosto que vos convido a juntarem-se a este alegre momento de nascimento de mais um livro, depois de tanto me acarinharem durante os dois anos em que pesquisei e o escrevi. 

Nasce dia 2 de Dezembro às 15 horas, no Museu de Arte Nova, em Aveiro, a bonita cidade que é pano de fundo de muitos dos cenários maravilhosos deste meu, agora vosso romance. 

Apareçam! Estou mesmo muito feliz!!

Atentem os lisboetas que este Rossio é em Aveiro!



Eventos Ao Km 32 em Dezembro

Dia 1 Dezembro às 14h

Divulgação do Livro "Ao Km 32" no Glicínias Plaza, Aveiro

Dia 2 Dezembro às 15h

  • Lançamento do Livro "Ao Km 32" no Museu Arte Nova
  • Sessão de Autógrafos no Cais da Fonte Nova
  • Presença no podium da Maratona São Silvestre na cerimónia de entrega de medalhas para entrega de livros
Dia 5 Dezembro às 17h
Apresentação do Livro "Ao Km 32" no Auditório Livraria da Universidade Aveiro

Dia 12 Dezembro às 9:30h

Palestra "Ao Km 32" na Biblioteca da ES Dr. Mário Sacramento, Aveiro

Dia 15 Dezembro, Lisboa?

(data local a serem confirmados)







sexta-feira, 10 de novembro de 2017

Fui multada... que bom!

Hoje, o dia que acabo de escrever justamente os agradecimentos e o meu livro "Ao Km 32" segue para a editora, sou multada! E em que momento isso é bom, perguntaram? Neste que vos passo a contar.
É uma das muitas situações que me fazem amar a cidade de Aveiro: está sempre a acontecer algo, programas culturais mais ou menos institucionais, espectáculos de rua, acções que envolvem habitantes e turistas, momentos como este, prosaicos que simplesmente nos fazem sorrir. E sorrir, como sempre digo, tem um efeito de leque magnifico! Todos, à vez, sorriem à nossa volta!
Fui multada hoje, por me ter sido detectado um índice elevado de felicidade, para cima de 900 ml de boa disposição por litro de sangue. 

E deixo-vos o texto da ocorrência: 

"Hoje, tomamos a liberdade de te escrever. Parece-nos que hoje é um bom dia para ser feliz e por isso decidimos que o teu dia devia terminar de forma diferente. 
Por esse motivo, hoje surpreende, liga a quem tens saudades, agradece a quem gosta de ti. É dia de oferecer uma flor, fazer surpresas, deixar aquela mensagem que nunca dizes, um obrigado ou um simples abraço. Hoje escolhe ser feliz e fazer feliz de forma incondicional. E se a vida é feita de escolhas, então hoje escolhe elogiar, escolhe amar, escolhe sorrir mais!
E depois disso?! Faz como nós, multiplica essa vontade de fazer os outros felizes." 

A entidade reguladora desta bonita acção assina U.DREAM e de cada vez que me surpreendem... eu amo! 

Hoje, logo hoje, que terminei de escrever justamente os agradecimentos no meu livro!
São tantos os momentos que revisitei nestes dois anos de construção deste projecto maravilhoso, ao recordar cada pessoa a que quis agradecer a sua contribuição neste romance pelo qual estou completamente rendida! E precisamente por o ter feito, pela ponta dos meus dedos escrevendo, abracei mentalmente tantas, mas tantas pessoas que comigo estiveram nesta jornada! Escrever - dizem - é um acto solitário. Será. Faço-o a solo, porém, transformo-o num acto de amor em equipe! 
Por isso, fiquei tão feliz por me terem multado assim que saí à rua, porque é justamente como me sinto, a transbordar de felicidade!! 
Estou expectante pelo início, pelo raiar do do mês de Dezembro, pelo momento  de todos os meus leitores terem o livro nas suas mãos e ler, fruir, encantarem-se com este romance, "Ao Km 32", que acima de tudo, é uma história com muito amor!


terça-feira, 3 de outubro de 2017

A história de Martim Pescador e Sr. Gaspar

A mágica história do pequeno guarda-rios apanhou-me desprevenida. Conhecia o bonito traço nas ilustrações com que o Pedro Suárez nos seduz e faz sorrir, todavia arrebatou-me a narrativa enriquecida, fazendo bom uso de um vocabulário inusitado num autor de tão pouca idade.
Martim o Pescador, o pequeno pássaro de luxuriante plumagem azul é, desde a Primavera em que nasce, humanizado pelo autor, dando-lhe a par da capacidade de bordejar rio acima, de só mergulhar após uma paciente, porém frutífera pescaria, como bom guarda-rios que aprende com o senhor pássaro seu pai a ser, concede-lhe a inverosímil possibilidade de se quedar biquiaberto com cartas por ele escritas em papel de junco, ou impaciente, de meter duas patas de conversa, sem nunca dar a asa a torcer. 
O autor, à medida que vai construindo com musgos e líquenes a casa e vida do pequeno e atrevido Martim, vai-nos apresentado as deliciosas personagens que o rodeiam e cautelosamente vai-nos deixando, aqui e ali, pistas a entreler uma velada sequela, qual Harry Potter alado em azul-metálico. 
O Senhor Gaspar, a centenária e sapiente tartaruga de lento assobio musical, só nos é apresentada mais tarde, desfazendo um precipitado e imerecido julgamento do jovem passarinho. A abismal diferença de atitude e idade entre estas duas personagens não é fruto de um mero acaso, se não de uma perfeita analogia em que o autor nos guia até ao amadurecimento de Martim. 
Ao longo de todo o livro, sentamo-nos confortavelmente no largo cadeirão de veludo verde-escuro, deixamo-nos bailaricar ao entrar na casa-árvore quando sorrindo, afastamos com uma mão a exuberante cortina de heras, tomamos pelo outro braço um cesto com pão com uma garrafa de licor e rodopiando um pouco mais, inebriamo-nos na frescura das hortelãs e das cidreiras já totalmente envoltos na doçura das camomilas e das flores de trevo, enquanto as subtis notas das tílias cantam para os confiantes funchos. 
Ahhh…! O Pedro foi passarinho para escrever um bom livro!



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