sexta-feira, 14 de outubro de 2011

Novo livro, uma pitada

Era uma vez...
Num Verão, numa tarde quente de Julho, ambos acabados de chegar, o primeiro dia de férias, as que iriam mudar o curso das nossas vidas para sempre.
Ele no café com os amigos, eu na esplanada com os meus. Lembro que estava de branco, muito divertida e gira como só se é aos 20 anos.



Katie Melua - Nine Million Bicycles
«Escrever é esquecer. A literatura é a maneira mais agradável de ignorar a vida. A música embala, as artes visuais animam, as artes vivas (como a dança e a arte de representar) entretêm. A primeira, porém, afasta-se da vida por fazer dela um sono; as segundas, contudo, não se afastam da vida - umas porque usam de fórmulas visíveis e portanto vitais, outras porque vivem da mesma vida humana. Não é o caso da literatura. Essa simula a vida. Um romance é uma história do que nunca foi e um drama é um romance dado sem narrativa.»
Fernando Pessoa


terça-feira, 11 de outubro de 2011

Para o Henrique, porque sim

Faltam-se em mim as palavras sempre prontas. 
Uso as de Manuel Cintra neste verso que não me falta.

«Se me esfolassem agora encontrariam o teu nome colado num dos meus ossos»

Diana Krall - Do It Again

Um abraço eterno meu querido, querido Henrique.



sexta-feira, 7 de outubro de 2011

Ajudar sem olhar a quem

É um princípio velhinho que todos fazem ou deveriam fazer. Realmente interessa saber como e para quem se dirige a nossa ajuda?
Dei-me conta da quantidade de garrafões presos a postes espalhados por aí. E gostei. Hoje em dia é uma campanha tão difundida que é comummente aceite que tampinhas servem para ajudar esta ou aquela associação ou uma ou outra situação específica. Passar de carro e ver garrafões com tampinhas espalhados por aí, a cada poste, sinceramente agradou-me. Não há rótulos, explicações, campanha específica, um determinado destinatário. Apenas um garrafão preso a cada poste à espera que sejam depositadas as nossas tampinhas de uso doméstico. Detectei igualmente que estão a ser recolhidas com bastante regularidade, quem o fez, está atento à rapidez com que enchem. As minhas, que normalmente recolho para levar para outros locais que sei o destinatário, desta vez coloquei num destes garrafões. um transeunte indagou-me em tom provocatório: e sabe para quem é isto? Respondi indiferente: E precisa saber? Será para ajudar quem necessita. Encolheu os ombros e seguiu a sua vida. Claro, são sempre escolhas... Eu não. Escolhi importar-me e ajudar.


Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...