O lançamento do meu primeiro-quarto livro foi um evento forte, intimista, carinhosamente sussurado ao ouvido. O livro Evo, que numa bela escolha artística da minha editora funQI.books, decidiu fazê-lo um livro... «petit». Explicou-me o Miguel, meu editor, que um livro de letras grandes se lê ao largo, mas Evo, é uma história de emoções, a escolha da reproduzir na mancha gráfica estilizada as ilustrações originais da autora, mas fazê-lo com letra pequenina, foi porque Evo é um livro para se ler ... PERTO DO CORAÇÃO!
todas as fotos do evento EVO são da autoria de Isa Silva
dia 18 dezembro às 16h no Bem Me Quer, pela mão da editora funQI.books, o meu primeiro-quarto livro, para me ler às escuras, com o som tranquilo dos Neruda no tema "Vamos falar de Amor"
Quero oferecer-te uma palavra.
Em Português diz-se igual que em Espanhol...
É uma palavra pequena, mas a maior de todas...
«EVO»... num bom dicionário encontrarás o seu significado...
ou no meu coração
FunQI tem o imenso prazer de editar na funQI.books o primeiro livro.
"Evo" é também o primeiro-quarto livro de Ana Martins, uma escritora funQI.
Esperamos por ti na apresentação funQI, já no próximo domingo, 18.
Vamos privar-te de um sentido, apenas por um instante plural.
É já no próximo dia 18 Dezembro, às 16h o lançamento do meu livro EVO no BEM ME QUER em Lisboa
Av. Almirante Reis, nº 152 e a esperada parceria com Paula Cascais que desta feita, para além da sempre apreciada iguaria Fusão Literária-Gastronómica, nos abre as suas portas e nos deixa às escuras.
Neruda - O Vinho do teu Corpo
Abre com duas bebidas:
“Te Quiero”ou“Amo-te”
– Sangria de frutos vermelhos
(esta sangria poderia dizê-lo mais alto, mas não mais claro!)
e sem álcool
“Te echo de menos”ou “Sinto a tua falta”
– Limonada de lima-limão
(a limonada tal como a saudade tem sempre um travo doce/amargo)
Depois temos duas personagens, duas iguarias:
“Anita”– fudge de gengibre
(doce, caliente, sensual, mas muito natural tal como uma menina que desce os degraus para a praia)
“Ele” – Mousse de erva príncipe
(quem não sonha com um príncipe na sua vida?)
Continuamos a fusão Literária-Gastronómica com os 3 capítulos:
“Sexta-feira” – Lemon curd
(falar de amor ou a melancolia por uma vida não vivida)
“Sábado” – Tarte de pêra & pimenta
(o toque caliente na fruta portuguesa)
“Domingo” – Bolo de chocolate
(o final feliz do Bem Me Quer, sendo o bolo mais feio de Lisboa, provavelmente será o melhor dos bem bonitos)
O lançamento do meu próximo livro "Evo ou amar para sempre" será no dia 18 de Dezembro pelas 16 horas, em Lisboa.
Mas será um evento em que os meus leitores serão convidados de forma original, nem a mim, autora, me informam de nada, estou completamente às escuras!!
Apenas sei que vai ser um
e que vai ser feita uma contagem decrescente com toda a informação até ao dia 18 Dezembro.
Aguardemos a convocatória. Afinal, o EVO vai valer bem a espera.
Há um livro que sai esta semana pela D. Quixote que quero destacar: As cartas de amor de Pablo Neruda para a sua Matilde Urrutia, a publicação de postais, cartas e bilhetes furtivos do período de amor proibido, até ao final de suas vidas, já casados e com um amor maduro, dos anos ‘50 até à morte do poeta em Setembro de ’73.
Na mesma altura que vem a lume haver provas de um outro amor proibido no final da sua vida, um segredo bem guardado pelos amigos de Neruda, em que a amante furtiva seria Alicia Urrutia, uma sobrinha de Matilde que descobriu tudo e expulso-a de casa, é a mesma altura que sai este cartas de amor e percebemos a força desse sentir que pulsa nesta obra.
É um livro que apetece ler, descobrir, saborear. Esta colectânea tem um grafismo apetitoso. Dispõe os bilhetinhos, postais e cartas reproduzidos a cores, e sentimos como Neruda os escrevia. Escondido, enquanto viajava com Delia, a legítima antes de Matilde, ou enquanto assistia a congressos ou até quando dava um salto de fugida aos correios. A forma como datava as missivas é igualmente original. Poderia ser o dia, o mês, com ou sem ano, ou como mais gostei: “Hoje sábado”. Percebemos pormenores como quando uma caneta falha e ele a substitui, os erros ortográficos, os desenhos engraçados que acompanham os bilhetes, as gralhas quando estreia uma máquina de escrever que confessa não ter muito jeito, sempre com um sentido de humor e ternura que nos comove e dá vontade de mais.
Para terminar, são várias as passagens que eu poderia escolher como a melhor para vos ler, mas prendi-me com esta despedida que achei francamente original. Não diz de que ano, datou apenas “Paris 28”, mas presume-se que seja do inicio do relacionamento, 1950.