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domingo, 11 de novembro de 2012

um post quasi-intimista

Num dos meus outros blogs, de entre os mais que muitos em que me disperso a escrever, trago hoje um post recentemente publicado no Cor do Ar. E por ser um post que fugiu do tom de quasi-palhaça que uso nesse meu blog e ter o tom quasi-intimista deste, publico aqui o conteúdo do último tema do desafio ARRANJEI UM 31, originário do nosso grupo maravilha E o esmalte da semana é... (provavelmente o melhor grupo do FB)

Chegámos ao último desafio e afinal não arranjei nenhum 31, mas sim um hobby que me tranquiliza o espírito e me deixa voar a alma nas inúmeras voltas da criatividade. Não acreditei que teria a disciplina de pintar durante 31 semanas uma manicure, quantas vezes adoidada, original ou improvável de me ver, na maioria das vezes o encontro com a Dona Acetona era imediato e sem tempo para 3º grau após a foto necessária para comprovar o feito.
E já agora, aviso:
Este post, ahhh este vou escrever no meu Português de Portugal. 

Nos últimos 23 anos da minha vida posso dizer que orgulhosamente sou mãe de uma pessoa linda: possui um bom coração, tem valores, personalidade e sentido de humor. Ser uma boa pessoa, seria – sem dúvida – o que deveria definir o meu filho Pedro, não o seu autismo. O Pedro existe para além do autismo, foi criança, foi adolescente, é adulto, com um sorriso lindo de viver, o seu peculiar olhar de esguelha com que enfrenta o mundo que o rodeia e com uma percepção da realidade que vai muito para além do esperado ‘numa pessoa como ele’… mas pergunto-me tanta vez se todos os autistas são diferentes, o que se poderia esperar do conceito tolo de uma pessoa como ele???
Se estão a pensar até este momento que a homenagem é para o meu filho, vá lá, meninas... desenganem-se!, tirem essa carinha de ownnn porque parece, mas não é para meu Pedro!!! Acho que o fiz nos desafios #FLORIPA e #FÉRIAS com mais ênfase. 
Aqui e agora, a homenagem vai para uma outra pessoa (que neste momento são duas: explico), para alguém que transporta literalmente outra pessoa consigo. Exactamente, a minha homenagem é a uma mãe grávida. É para a Mel. Tal como a analogia desta foto que o Pedrinho me tirou antes de acabar a mani, a homenagem é para um Pedro que ainda está a ser “acabado” e “retocado” e está prestes a ser mostrado ao mundo. 
A doce Mel (e que me perdoem esta redundância) diz-me frequentemente uma frase que me arrepia, me comove até ao mais profundo do meu âmago e, dei-me conta, por tanto me repetir, este sentir apenas acontece porque nunca me foi dito por outra pessoa em toda a minha vida de mãe. A Mel tem uma menina linda, a Aninha e está agora à espera de um menino, que será um Pedro. 
Brinca de uma forma muito carinhosa por serem os nossos nomes, meu e de meu filho, e vai mais além de tudo e de todos ao afirmar que gostaria que o seu Pedro seja como o meu.
Eu sei que fala do carácter, da personalidade, da pessoa que o meu filho é, e fico tão, mas tão grata por ouvi-la cada uma das vezes que o repete… nunca tive esta conversa com a Mel, vai lê-lo aqui, mas há 23 anos que as grávidas ‘fogem’ de mim, como se o autismo se contagiasse por proximidade, não querem nem partilhar nem saber, e eu melhor que todo o mundo entendo esse medo estático debaixo da pele, entranhado silenciosamente na alma de cada futura mãe, fico triste com cada afastamento de mim, mas até aceito. Fiquei particularmente triste quando uma das minhas amigas mais chegadas (e minha cunhada) desapareceu da minha vida durante as gravidezes. Eu entendi, como entendi!!, no caso, o medo seria bem mais real que com qualquer outra amiga (porque poderia acontecer-lhe visto ser genético), mas a nossa amizade baloiçou e, eu Ana, não tenho culpa de um medo de que tb sou escrava, que também mudou a minha vida. 
A Mel Sanroman está grávida e não tem medo de me dizer: «Eu quero que o meu Pedro seja como o seu.» E comove-me ouvi-la, comove-me escrevê-lo, não tenho nem sei onde encontrar palavras para poder agradecer alguém que não tenha medo e me diga por fim o que não esperava ouvir nunca, que a Mel consiga ver o meu filho para além do autismo!!, logo nos 9 meses de gestação que as hormonas andam loucas, se fica mais vulnerável, susceptivel e tudo o mais… a Mel tem de ter uma paz imensa com ela para poder conseguir ter essa leveza de sentimentos. Eu fico grata para além do razoável, para além do que possa dizer, escrever, chorar ou sentir. Para o teu Pedro, querida Mel, desejo – em primeiro lugar e mais do que tudo – que seja saudável (rijo como um pêro, como diziam os antigos). Filho de uma MÃE de alma tão generosa quanto a tua… a ser verdade que as crianças escolhem as mães que vão ter nesta vida – a ser verdade, porque eu não sei se assim será – então este Pedro soube escolher uma pessoa de bem, para o acolher, mimar, educar e amar. 


E para ti, Mel, desejo toda, mas toda a felicidade que houver nessa vida, daquela com sabor de fruta mordida, daquela que se tem a sorte viver como na belíssima música da Cássia Eller que fala de um amor tranquilo. Desejo-te uma vida muito feliz, minha doce Mel. Obrigada.




quarta-feira, 20 de junho de 2012

Novo Mundo - Rumo ao Brasil

clique aqui
Querido leitor ou leitora,

Está no local certo! Onde pode saber tudo sobre os meus livros. E sim, aqui também os pode encomendar, espreitar, comprar.

Devo confessar que a interactividade já existente entre o universo dos meus leitores e os meus livros, me fascina. O tempo das novas tecnologias permite um acesso directo ao autor e com o autor impensável no tempo de Fernando Pessoa! Mas para mim, continuam a ser as pessoas o que mais conta. A palavra sentida de um leitor meu, a sua opinião é muito importante, amiúde faz-me repensar no que escrevo, como escrevo. Agradeço assim todo o carinho que me dispensam que sabem ser retribuído que o sinto em meu coração. Bem vindos queridos leitores e amigos!


Há muito tempo que é meu desejo ser publicada no Brasil. Falamos a mesma língua, os temas que abordo nos meus livros vão de encontro ao  interesse do público brasileiro, então, porque não...?
preço especial na compra dos dois livros



Encomendar livros para o Brasil?
Sim é possível!! 
ou contacte-me: 
nos chama inbox na conta FB
ou então enviar email para anamartins.com@gmail.com



«Evo é um amor eterno a duas-quatro mãos»

Evo (ou amar para sempre)
Publicado em 2011
Preço 11 €
R$ 50 (preço já com portes para o Brasil)

Sendo Evo cronologicamente o primeiro livro de Ana Martins, contam os amigos que decidiu guardá-lo, evitando publicar até um improvável dia mais tarde na vida. Décadas depois resolve, sem mexer no texto inicial, dar-lhe uma roupagem de contemporaneidade ao juntar um inusitado narrador que abraça e respeita o que a menina escreveu, mas nos revela com mestria a mulher que hoje escreve.
Honrando os amigos que sempre lhe disseram para o publicar, além de finalmente aceitar o pedido (e de lhes dedicar o livro), desafia-os: Uma frase sobre o Evo. As respostas foram todas céleres e emotivas – partilhadas agora com todos os leitores.
Evo, o primeiro-quarto livro de Ana Martins, sai da velha caixa de 30x40 pela editora funQI.books


«O melhor livro de Ana Martins»


 Mal Me Quero
 Publicado em 2010
 Preço 15 €
 R$ 65 (preço já com portes para o Brasil)

Violência doméstica não é só quando o clube perde e o Manel bate na Maria! Cada conto deste livro é pura ficção, se alguma personagem, evento ou circunstância lhe parecer familiar, não é pura coincidência, é apenas porque as histórias aqui contadas – contos curtos, incisivos e perturbadores – realmente acontecem. Ao nosso lado, debaixo do nosso nariz, onde menos esperamos, da forma mais perniciosa e inesperada.
Para além do mal querer de qualquer vítima, há e haverá sempre, a perene certeza que existe o momento de dizer: BASTA!



«O best-seller de Ana Martins»

 Autista, quem...? Eu?
 Publicado em 2006
 Preço 11 € 
 (temporariamente esgotado)

Autismo, esse fantasma que assombra e ao mesmo tempo ilumina as vidas que vai tocando. Viver com o autismo é uma fonte constante de sobressalto e criatividade que a Autora retrata através da descrição do narrador.
E se um primeiro emprego, temporário, lhe modificasse a vida? Quando Xavier Duarte, 22 anos, aceita ser baby-sitter de uma criança autista jamais imaginava que iria entrar num mundo completamente diferente. Desconhecedor das acções, reacções, motivações e obsessões que movem uma criança autista, Xavier vê-se confrontado com emoções contraditórias. De um modo inteligente, a autora, Ana Martins, faz-nos entrar na pele desta personagem levando-nos a sentir, à medida que viramos cada página deste livro, um mundo enigmático, poético e, sobretudo, desconcertante.

«Se a Ana Martins tivesse escrito 30 contos, ganhava o livro todo!»

 Contos de Verão 
 Publicado em 2004
 (Indisponível)

Colectânea de contos publicado no âmbito de um concurso da Editora Coolbooks. Os melhores 30 autores seriam publicados. Eu ganhei com dois contos sendo assim o livro publicado com 29 autores.

Promessas de Verão
Miguel e o Sol

Este livro já não se encontra disponível uma vez que a editora foi comprada e o stock existente infelizmente foi para pasta de papel. Aparentemente pratica comum que me desagrada profundamente. Poderiam ter sido oferecidos a bibliotecas escolares!
Contudo nem tudo fica perdido, decidi colocar os dois contos disponíveis para leitura neste site --> clique aqui <--



quinta-feira, 10 de maio de 2012

Cor do Ar

Eu, Ana Martins, escrevo em mais que um local, em mais de um formato, em mais que apenas livros e artigos de opinião. Escrevo e muito, nunca me falta tema, nunca me deparo com páginas em branco, numa me deparo com o vazio. Adoro escrever, inventar personagens credíveis e dar-lhes continuidade. Não me imponho prazos de validade para uma personagem, vivem o tempo que têm de viver, o que têm de viver e aí eu sou soberana. Agora estaciono-me mais pelo meu Blog COR DO AR já as razões, os meus leitores saberão no tempo correcto, mas se quiserem acompanhar, aqui fica a ligação feita.

Um beijo,

Risqué Azulejo Português

Cor de Clareza porque gosto de tudo bem esclarecido.
Quem escreve este blog COR DO AR, sou eu, meu nome é Ana, (me chamam de Aninha).

Vou partilhar a história do apelido "Di"


Na verdade é um detalhe bobo, mas que foram dizendo ao longo do tempo e foi ficando. Sou Ana, a Aninha para meus amigos que acham que eu sou Di+++ (demais) #prontofalei


Essa é uma de minhas músicas favoritas e a dedico a este blog a que poeticamente chamei de Cor do Ar, apenas porque, para mim, não existem cores proibidas!!
Forbidden Colors - Ryuichi Sakamoto

E agora... gente! Sabem que meu cabelo é ruivo, que amo Di+ o arco-íris, e não partilho mais nada sobre mim!

Agora nós, em Português de Portugal,

A Di é uma das minhas mais recentes personagens, fará parte do próximo romance, que ainda estou a escrever. Posso apenas dizer que é uma jovem brasileira que veio para Portugal atrás do sonho de cantar e que trabalha como manicure no Bar de Unhas ou ZunhaBar "Cor do Ar" que dá o nome ao Blog. Claro que pelo facto de inventar uma personagem com essas características, não me faria inventar e alimentar um novo Blog se não o quisesse fazer (e faço-o com enorme gosto). Na realidade o campo da ficção dá a mão ao campo virtual porque essa vai ser uma mensagem que o livro vai conter - estamos no séc XXI e a comunicação e o saltitar entre as várias redes sociais e as diversas fontes de ligação estão cada vez mais estreitas e, hoje, ninguém online se sente verdadeiramente só. É um complemento à ligação olho-no-olho que no século passado queríamos acreditar não seria suplantado... já não penso da mesma maneira, não ajo da mesma forma, e sobretudo tenho a facilidade de passar para o plano não virtual, mas ficcional, povoado pelas minhas muitas personagens que a um clique na ponta dos dedos ousam cada vez mais a cada um dos meus livros publicados. E se eu era uma das autoras muito 'Velho do Restelo' em relação às novas tecnologias no virar do século, não poderia ter evoluído de outra forma tendo em conta o fascínio que em mim exerce a globalização e o poder que nos põem nas mãos, em cada uma das pontas dos nossos dedos. A recente campanha KONY 2012 dá-me razão, ainda que eu não saia do campo ficcional e as minhas inúmeras personagens sejam sempre irrepreensivelmente fruto da minha delirante e inextinguível imaginação.
Este livro que agora tenho em mãos é, para mim, um acto-parto difícil: Sendo a continuação do romance "Autista, quem...? Eu?", situo as personagens 5 anos depois. A Di entra no núcleo das novas personagens, a mais doce e leve - porque também um escritor precisa de uma mão leve numa empresa acentuadamente densa em ano de crise que se quer pensamentos frescos. A Di trará essa frescura, ao leitor e a mim que a escrevo entre todos as outras personagens.
Por fim, quero agradecer a imensa fidelidade de meus leitores que esperam ano após ano o parto deste segundo livro. Sei exactamente o que quero escrever e como o vou fazer, mas a insustentável leveza para o concretizar, essa, sinto-a agrilhoada. A personagem Di vai ajudar-me a encontrá-la.
Um abraço,



Se pretender seguir-me (ou à Di) no Blog "Cor do Ar" este é o endereço



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